sábado, 20 de março de 2010

ROMANOS- 6

                                      Mortos para o Pecado, Vivos em Cristo



Se morrermos com Cristo, cremos que também vivermos com Ele. Sabemos que Cristo, havendo ressuscitado entre os mortos, não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele, pois sua morte foi à morte para o pecado, que ocorreu uma vez por todas. Sua vida, porém, é vida para Deus. Assim, considerai-vos, a vós, também mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus.
Se morremos com Cristo cremos que também viveremos com ele.
Se morremos com Cristo, então cremos que, a fé é o primeiro e último, e decisivo ingrediente da psicologia da graça. É pela crença ou é pela fé que o ser humano se vê restabelecido em Deus.Então a fé é o passo inigualável que, uma vez dado, é irreversível; não pode mais ser desfeito, é o passo com o qual o servo de Deus transpõe a linha da divisa existente entre a velha e a nova criatura, entre o mundo velho e o mundo novo. Fé é a plenitude do paradoxo humano, é vaidade absoluta de conteúdo material e a plenitude do conteúdo divino; ela emudece o homem, proclama a sua ignorância e o reduz à expectativa, mas é também a voz de Deus, a revelação de sua sabedoria e sua obra eficaz, resposta à ansiedade humana. A fé é a extinção das coisas materiais, o ponto final do caminho da criatura neste mundo, mas é também o início do que é divino o começo do caminho, e o verdadeiro caminho que leva a "nova-criatura" a Deus.
Cremos que Cristo morreu em nosso lugar e, portanto, nós morremos com ele. Cremos em nossa identidade com o "homem novo" que surge além da morte na cruz; cremos em nossa existência eterna, baseados no conhecimento que temos da morte, sabendo que nossa vida está fundamentada em Deus, pela ressurreição. Então concluo que fé é a ousadia de sabermos o que Deus sabe e, por isso, também a de ignorarmos o que ele ignora. Deus sabe todas as coisas dos céus e da terra: deste cosmos imenso do qual o nosso sistema solar é um átomo, ou melhor, nem é sequer, um átomo do pó, Deus conhece as leis físicas e psicológicas, morais e espirituais; tudo ele sabe e conhece, pois tudo e a todos Ele criou, é a obra maravilhosa, perfeita, e do agrado do próprio Deus. Entendo que, ele se refere ao conhecimento de nós mesmos, atrevemo-nos, pela fé, a conhecer de nós o que Deus conhece, a nossa insuficiência perante Ele, a distância intransponível que nos separa de Deus; a nossa situação não é apenas lastimável, mas totalmente perdida pelo território do pecado em nossa vida e pela nossa sujeição irrecorrível à lei da morte. Todavia, mediante nossa reconciliação com Deus, em Jesus Cristo, ele nos perdoou cabalmente; transformou nossos pecados, vermelhos como o escarlate, na alvura da mais branca que a neve perdoou, transformou, esqueceu! Heb 10:17. De nenhum modo me lembrarei de seus pecados. A ousadia consiste no fato de que, humanamente, essa possibilidade nem sequer entra em cogitação, essa possibilidade apenas é admissível porque ela constitui o substrato de todas as possibilidades humanas, porque é a possibilidade que resta ao homem junto a Deus e em Deus, depois de todas as outras possibilidades se haverem esgotado. E finalizando crer significa parar, calar, adorar, ignorar pela fé, a diferença qualitativa entre Deus e os homens torna-se inconfundível.