sábado, 24 de abril de 2010















Daniel na Cova dos Leões 6:1-27.


O Senhor guardará você de todo perigo, Salmos 121:7.
Há muito tempo atrás, existia dois homens Israelitas chamados Daniel e Neemias, também foram obrigados a viver na terra de seus inimigos tais como Mardoqueu e Ester. Daniel e Neemias também adoravam o Deus verdadeiro e se tornaram grandes homens de Deus.
Eles também eram judeus ou Israelitas. Eles foram levados pelos seus inimigos para a terra da Babilônia. O rei da Babilônia queria que eles o servissem. Portanto tiveram que aprender a língua e os costumes da Babilônia. Mas Daniel e os seus três amigos recusaram-se a comer a comida rica do rei. Isto era contra os costumes dos Judeus. Eles queriam guardar as leis de Deus e honrá-lo, por isso pediram que lhes dessem vegetais para comer e apenas água para beber. O homem que estava a guardá-los ficou com medo que eles ficassem magros e doentes. Mas Deus cuidou deles e se tornaram mais saudáveis e sábios do que todos os outros homens que serviam o rei da Babilônia.
Então vejam como, tudo o que acontece neste mundo está sobre o controle deste Deus Poderoso do qual Daniel falava o rei da Babilônia, chamado Nabucodonosor, teve um sonho. Ele pediu aos seus sábios e feiticeiros para lhe dizerem o que ele tinha sonhado e o seu significado. Mas nenhum deles conseguiu dizer-lhe, por isso ele decidiu matá-los a todos. Então Daniel e os seus amigos oraram a Deus, e Deus revelou o sonho do rei a Daniel. Daniel foi à presença do rei e disse, há um Deus no céu que revela mistérios. Ele mostrou ao rei Nabucodonosor o que vai acontecer no futuro. Daniel disse ao rei que no seu sonho ele tinha visto todos os reinos do mundo, e que também viu um reino mais poderoso o qual os destruiu a todos. Aquele era o Reino de Deus o qual permanece para sempre. O rei ficou satisfeito com as palavras de Daniel. Aos sábios e feiticeiros foi-lhes permitido viver e Daniel foi nomeado governador ‘dirigente’ abaixo do rei sobre toda a Babilônia.
Daniel tinha muito poder na terra da Babilônia. Alguns dos outros oficiais tinham muita inveja dele. Mas não conseguiram encontrar nenhuma falta nele, porque Daniel obedecia ao rei. Então os inimigos de Daniel foram até o rei e disseram, ó rei deveria decretar uma ordem ‘fazer uma lei’, a qual deve dizer que qualquer um que fizer uma oração a qualquer deus ou homem, durante os próximos trinta, dias exceto a ti ó rei, deverá ser lançado na cova dos leões. “O rei concordou com os homens e fez a nova lei. Daniel ouviu acerca da nova lei do rei, mas continuou a orar a Deus três vezes ao dia como fazia antes. Quando os seus inimigos o viram a orar, foram ter com o rei e disseram Daniel não está a obedecer à lei que fizeste.
O rei não queria que Daniel morresse na cova dos leões, mas ele não podia mudar a lei. Portanto Daniel foi lançado aos leões. Logo ao alvorecer, o rei se levantou e correu para a cova dos leões e gritou, ‘Daniel, servo do Deus Vivo’, será que o seu Deus, a quem você serve continuamente, pôde livrá-lo dos leões? E Daniel respondeu: Ó rei, vive para sempre o meu Deus enviou o seu anjo, que fechou a boca dos leões. Eles não me fizeram mal algum, pois fui considerado inocente à vista de Deus. Também contra ti não cometi mal algum, ó rei.
E com isso o rei muito se alegrou e ordenou que tirassem Daniel da cova. Quando o tiraram da cova, viram que não havia nele nenhum ferimento, pois ele tinha confiado no seu deus.
E por ordem do rei, os homens que tinham acusado Daniel foram atirados na cova dos leões, junto com as suas mulheres e os seus filhos. E, antes de chegarem ao fundo, os leões os atacaram e despedaçaram todos os seus ossos.
Agora veja como é forte isso irmãos o rei Dario escreveu aos homens de todas as nações, povos e línguas de toda a terra:
“Paz e prosperidade!
“Estou editando um decreto para que em todos os domínios do império os homens temam e reverenciem o Deus de Daniel. Pois ele é o Deus vivo e permanece para sempre; o seu reino não será destruído, Ele livra e salva; faz sinais e maravilhas nos céus e na terra e ele livrou Daniel do poder dos leões.
Essa é a pregação de hoje não precisamos ter medo daquilo que os homens nos possam fazer. Devemosconfiar no Deus vivo que ajudou Daniel e os seus amigos. Mesmo que os homens nos matem, nós ainda temos esperança, porque Jesus veio de Deus para dar a vida eterna a todos aqueles que o amam e o servem.

E todos digam Gloria ao Pai ao Filho e ao Espírito Santo e todos digam Amém.

sábado, 10 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lucas Cap. 19 Zaqueu, o Publicano

As palavras do nosso texto são o comentário do próprio Jesus com respeito ao que tinha acontecido logo antes nos versos anteriores. O encontro entre Jesus e Zaqueu, e a conseqüente salvação deste, tudo isto aconteceu porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

Quando entendemos a razão pela qual Jesus se encontrou com Zaqueu, nós vemos neste encontro um comentário sobre todo o ministério de Jesus, tanto quando “Ele” estava aqui na terra, quanto agora em nossos dias quando, Ele, continua andando no meio da história do mundo e da igreja. O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido isto era, e ainda é, o propósito de Jesus.
Jesus está dirigindo os seus passos para Jerusalém pela última vez. A cruz está se aproximando. Tem pouco tempo ainda para o Senhor trabalhar nesta terra antes da sua morte. Nesta situação, não seria uma surpresa para nós se Jesus fosse mais e mais voltado a se mesmo. Qualquer pessoa que vai enfrentar um grande desafio e um profundo sofrimento precisa se concentrar, esquecer aqueles ao seu redor, e juntar toda sua força para se fortalecer. Mas Jesus não. Vemos, Ele, trabalhando e fiel nos seus deveres até o último momento. “Ele” amou os, Seus, até o fim, até o momento que a morte desceu sobre, “Ele”.
Alguns momentos antes de entrar na cidade de Jericó, Jesus tinha ajudado um cego; agora, logo depois de entrar na cidade, ele está buscando um publicano. Não é por acaso que, “Ele” se encontra com Zaqueu. Jesus não vivia por acaso. “Ele” sempre estava cumprindo o plano de Deus. Convém-me ficar hoje em tua casa. Tudo que Jesus fez “Ele” fez de propósito.
O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido, sendo assim podemos nos perguntar para que, “Ele” veio
Em Mateus, Marcos e Lucas não falam muito sobre a existência de Jesus antes do seu nascimento; pelo menos, não da mesma forma que o evangelho de João fala. Mas, aqui de uma forma muito simples, temos uma afirmação da eternidade de Jesus. “Ele” veio no mundo. Isto pressupõe e deixa claro que, “Ele” tinha uma existência fora deste mundo.
A afirmação de Jesus deixa bem claro que toda sua vida aqui na terra tinha um só propósito e objetivo: “Ele” veio buscar e salvar o perdido. É para isto que, “Ele” nasceu! Então vemos na vida de Jesus uma dedicação e uma concentração tão profunda e estreita sobre um só objetivo que nenhuma outra pessoa pode experimentar ou imitar. Jesus vivia para cumprir sua missão. A vontade de Deus para a sua vida era o seu alimento e a sua bebida. Nenhuma palavra, “Ele” falou, nenhum passo, “Ele” tomou nenhum ato, ”Ele” realizou a não ser para cumprir a razão da sua vinda.
Jesus deixou uma realidade no céu onde não há necessidade de buscar e salvar, pois todos vivem seguros e abençoados no Senhor. Entendemos ainda melhor o que isto significa quando olhamos o título que Jesus usa para se descrever. “O Filho do homem”. Em outro lugar, Jesus falou que “O Filho do Homem”, não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. Na profecia de Daniel, aprendemos que o título “Filho do Homem”, e outro nome para descrever o Messias.

Daniel: 7- v13, 14:
13- Em minha visão à noite, vi alguém semelhante a um filho de homem, vindo com as nuvens dos céus. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença.
14- Ele recebeu autoridade, glória e o reino; todos os povos, nações e homens de todas as línguas o adoraram. Seu domínio é um domínio eterno que não acabará, e seu reino jamais será destruído.
Quando entendemos quem é o “Filho do Homem” que “Ele” é o próprio Deus, que mora em luz inacessível nós entendemos a imensidade da graça de Deus. É como Paulo fala (2 Cor 8:9), Pois vocês conhecem a graça de nosso senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos. Então vejam o que Jesus fez, ele deixou toda a sua riqueza toda sua glória divina, toda sua majestade de lado, e “Ele”, veio e desceu! Para buscar e salvar o perdido.
Nós achamos difícil ter muito contato com pessoas de um nível muito mais baixo do que o nosso nível econômico ou social ou espiritual. Mas para Jesus, isto era o propósito da sua vida! E por isto, quando as pessoas murmuravam, dizendo que “Ele”, se hospedara na casa de um homem pecador, Jesus não quis simplesmente justificar este ato, mas “Ele”, fez uma declaração sobre o propósito de toda a sua vida, e de toda a sua vinda. “O Filho de homem veio para buscar e salvar o perdido.” Isto é o significado da minha vida!
Jesus, “O Filho do Homem”, “O Messias”, não deixou sua glória e majestade de lado para vir na terra e ver o que iria acontecer. Jesus possuía, tanto conhecimento e poder divino quanto era necessário para realizar a sua missão, o seu propósito. O amor é muito importante na salvação, mas o amor sozinho não pode achar e salvar o pecador. Precisa-se dos poderes divinos de onisciência e onipotência. Em outras palavras, para salvar pecadores, Jesus precisa de fazer mais do que apenas amá-los. Ele precisa ter condições de sondar os seus corações, e transformar as suas vidas.
Era para isto que Jesus fazia todos os seus milagres! Para proclamar publicamente que “Ele” tinha o direito, e o poder, de dizer a um miserável pecador, “Os teus pecados te são perdoados”.
É este poder divino que Jesus nos mostra claramente no seu encontro com Zaqueu. Ele entra à cidade, caminha até a árvore onde Zaqueu tinha subido. Não é por acidente que Jesus levanta os seus olhos para enxergar Zaqueu. É um ato deliberado, um ato de divino poder. Jesus está buscando algo pelo qual “Ele”, tinha vindo. E mesmo se o texto deixar bem claro que os dois nunca tinham se conhecido antes, Jesus chama o nome de Zaqueu.
Ninguém pode se esconder deste olhar! É o mesmo olhar que, enxergou Adão e Eva se escondendo atrás das árvores, e que até hoje, enxerga todo pecador, qualquer que seja os artifícios usados para esconder-se, e alcança o pecador em qualquer lugar, que ele esteja, atrás da sua própria justiça, desesperando-se nas profundezas da sua culpa e miséria, se enganando nas alturas do seu próprio orgulho, e de sua soberba.
Jesus, “O Filho do Homem”, tem esta percepção divina. Ele não precisa perguntar onde está o pecador perdido e miserável. Ele enxerga onde está o pecador, com toda sua culpa e sua vergonha e sua miséria.
Eles falam muito sobre a curiosidade de Zaqueu, querendo buscar Jesus. As lições da escola dominical para crianças não cansam de falar sobre este aspecto. Mas quem está buscando quem? Vemos Jesus exercendo todo o controle da situação. Vemos também que Jesus sabe muito bem onde está o pecador perdido. Da mesma forma que Jesus tinha visto Natanael debaixo da figueira, Jesus já tinha visto Zaqueu. Vemos Jesus indo até a árvore certa. Vemos Jesus até chamando Zaqueu pelo nome. Então, quem está buscando quem?
Mesmo que Jesus tivesse usado a curiosidade de Zaqueu. Então isso não mudaria de forma alguma o fato que tudo estaria acontecendo conforme a soberania do Senhor! Fica claro que o Senhor Jesus pode escolher entre milhares de possibilidades de se encontrar conosco. Mas quantos de nós aqui teríamos sido salvos, se o Senhor tivesse esperado até que nós achássemos a Ele?
Percebemos o Divino Poder e Majestade de Jesus não somente por causa da sua percepção e seu chamado divino em outras palavras, a sua divina onisciência. Também as conseqüências do chamado nos ensinam algo com respeito a Jesus.
Zaqueu, desça depressa, quero ficar em sua casa hoje. Aqui Jesus manifesta seu soberano poder. Ele achou Zaqueu, e Ele chamou Zaqueu com aquele chamado poderoso e eficaz que faz os cegos ver, os coxos andarem, os surdos ouvirem, e os mortos ressuscitarem. É a voz do bom Pastor Zaqueu logo reconhece, e ele desce logo para segui-lo com alegria. É a Voz de Deus que Zaqueu ouviu! A mesma voz que no princípio disse, haja luz, e houve luz. É a Palavra de Deus, à palavra poderosa e criativa pela qual “Ele” criou o mundo, e pela qual “Ele” cria novas criações a cada vez que “Ele” transforma um pecador morto em filho da luz.
Tanto o seu título “Filho do Homem”, quanto à forma da sua vinda, mostra quem é Jesus. Ele é a imagem do Deus Invisível. Ele é o Salvador todo poderoso. Ele sabe tudo e conhece todos; Ele é soberano em sabedoria e conhecimento e em Poder.
Agora que entendemos que Jesus se revela como o “Filho do Homem”, O Messias, divino, soberano, onisciente, e todo-poderoso, podemos continuar com o nosso texto para vermos qual é a obra que “Ele”, veio realizar. Para que Ele veio? “O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”.
Tem uma relação estreita entre Salvador e Perdido, entre Salvação e Perdição. Se não entendemos Quem é o Salvador, não vamos entender corretamente o que é ser perdido. E, igualmente, se não enxergamos bem o que significa ser “Perdido”, não iremos entender bem o que significa a palavra “Salvar”.
Jesus não veio apenas “Buscar”. Ele não veio apenas procurar pessoas que já estão aptos para entrar no seu reino. Não veio apenas “Buscar”, candidatos merecedores do seu amor, pessoas que eram amáveis em si mesmas. Não! Ele veio “buscar e salvar o perdido”.
A palavra, “Perdido”, não se refere a uma idéia vaga de miséria. Tem um significado bem específico, algo que pertencia a alguém se perdeu! Jesus está dizendo em primeiro lugar que o pecador falta a Deus! Deus criou o homem como o seu próprio filho em Adão, mas o homem está deixando a desejar neste relacionamento agradável que havia no paraíso. O homem se perdeu, está afastado de Deus, afastado da luz do rosto de Deus. Por isto a sua vida não tem mais sentido, os seus relacionamentos e as suas atividades, e sua vida estão em trevas. Por causa de não estar em comunhão com Deus, o homem não consegue estar em comunhão com nada e ninguém. Ele sofre conflitos com toda a criação, o seu ambiente, o seu trabalho, e em todos os seus relacionamentos. Vive em brigas e contendas, odiando uns aos outros, e sendo odiado. E pior, o fato de ser perdido alcança até ao íntimo do homem, pois dentro da sua própria alma ele está cheio de dúvidas e conflitos e forças destruidoras.
Quando entendermos que somos perdidos por natureza, entenderemos como precisamos de Jesus Cristo. Precisamos de Jesus para nos buscar, e achar, e trazermos de volta ao Pai! Como aquela ovelha miserável e perdida que só têm esperança se o Bom Pastor vem buscá-la e carregá-la nos seus braços fortes e seguros. Como Pedro diz em 1Pe 2:25, “Pois vocês eram como ovelhas desgarradas, mas agora se converteram ao Pastor e Bispo de suas almas.” É isto que Jesus faz! Ele nos traz de volta ao nosso Dono! Ele nos faz parte de um povo que é a propriedade exclusiva de Deus!
Mas a palavra, “Perdido” não significa somente o fato de ser afastado daquele que tinha posse. Significa muito mais ainda. A palavra grega significa tanto “Perdido” quanto “Destruído”. Quando entendermos isto, entenderemos que a salvação é muito mais do que simplesmente ter a consciência que pertencemos a Deus. “Pois, o que é Perdido” pode também ser traduzido, “o que está arruinado, dedicado a destruição”.
As palavras de Jesus são uma descrição da total perdição no qual caímos quando somos afastados de Deus. O que é perdido é dedicado a perdição, a total destruição. Não devemos ignorar este aspecto da realidade que Jesus nos ensina. O problema do homem não é simplesmente que ele está afastado de Deus. O problema é que, sendo afastado de Deus, o homem está correndo para a perdição. Já o caminho para a perdição está cheio de amostras da destruição total que lhe esperam. Os sofrimentos e misérias desta vida já são as primeiras experiências dos eternos sofrimentos que esperam o homem nas chamas do inferno. Da mesma forma que o crente já começa nesta vida a experimentar a vida eterna, o pecador perdido já começa experimentar nesta vida a morte eterna.
Isto é de suma importância para o nosso ensino como Igreja. É preciso muito mais do que uma simples afirmação que o Homem está afastado de Deus. Precisamos enfrentar o pecador com todo o horror do seu miserável estado. Devemos colocar em sua frente o espelho para mostra a profundeza do seu pecado e miséria. É como o filho pródigo, quando ele percebeu que estava perecendo de fome, ele se lembrou da abundância de pão na casa do seu Pai.
Jesus veio buscar e salvar o perdido. Ele veio salvar pessoas que estão andando, correndo, no caminho da perdição. Um dos primeiros passos neste processo de salvação é que o Senhor Jesus, por meio da “Sua Palavra”, mostra ao pecador a horrível verdade com respeito a sua miséria. Por isto a Igreja de Cristo não convida simplesmente pessoas, para irem à igreja! “É uma igreja amável, calorosa, aconchegante”. A Igreja não está amando o pecador quando ela faz convites supérfluos e rasos. A Igreja ama o pecador quando ela prega uma mensagem que mostra a cruel realidade da perdição na qual ele esta vivendo e para a qual ele está correndo. Quando o pecador, pela graça de Deus, enxerga a sua realidade, e todo o seu pensamento se volta para buscar libertação, curas, prosperidade, por um momento isso foge da sua cabeça, ele só enxerga a profunda miséria e perdição do seu estado, e ele clama por um encontro real com Jesus Cristo.
Todo homem precisa deste encontro. Literalmente, o texto diz que Ele veio “buscar e salvar o que é perdido”. Em outras palavras, Jesus veio buscar e salvar pessoas de todas as classes sociais e econômicas e de qualquer credo religioso. Ele não veio salvar apenas pessoas que têm condições de dar um maior dízimo. A nossa natureza é a mesma do que a natureza dos fariseus na época de Jesus. Tem classes de pessoas que até achamos que não vale a pena gastar o nosso tempo com eles. Mas Jesus nos ensina que prostitutas, presidiários, e até outras pessoas desprezíveis fazem parte da sua busca. São até eles que entram primeiro no reino dos céus se verdadeiramente arrependerem-se os maiores pecadores recebem a maior graça! Não tem pecado pior na igreja do que fazer acepção de pessoas! Fica claro então que Jesus veio buscar e salvar o que é perdido não significa que de uma forma aleatória Jesus vai buscando qualquer coisa, qualquer pessoa que seja perdida. Não. Já vimos que Ele em toda a sua Sabedoria Divina, sabe muito bem quem ele veio buscar e salvar. Ele passou em frente de multidões de pessoas, e parou debaixo da árvore onde Zaqueu estava. Jesus buscou e salvou Zaqueu porque este era filho de Abrão. Em outras palavras, Jesus cumpriu promessas ricas e profundas da aliança. Estas promessas da aliança são o fruto de uma decisão que Deus tomou antes da fundação do mundo, com respeito a quem Ele iria escolher.
Hoje também, Jesus continua com o seu propósito de buscar e salvar o perdido. Hoje também, Jesus busca o pecador. Ele pode te enxergar com todos os seus pecados imundices. Ele te conhece por dentro e por fora. Ele fala em primeiro lugar àqueles que fazem parte do seu povo, fazem parte do pacto. Ele chama você. Ele chama você ao arrependimento, Ele chama você à salvação. Você tem se desviado do caminho? Jesus está te buscando, te chamando. Ele te salvou, ele está te salvando. Jesus está falando com você em toda pregação. Ele está assegurando a obra que Ele iniciou, Ele vai completá-la. A salvação dele não é coisa feita por homens. Ele não faz pela metade. Creia em suas promessas! Ele veio te Buscar e te Salvar!
Jesus também fala àqueles que não fazem parte do povo de Deus. Você aqui, ou você ouvindo no rádio, você que não faz parte da Igreja de Cristo, Jesus está te chamando. Sendo filho de Adão, você tinha uma relação com Deus. Mas por causa dos seus pecados e sua rebeldia, você se tornou filho da ira. Você está no caminho da perdição. Você está correndo para a destruição. Jesus te chama. Jesus te fala agora. “Eu sou o Filho do Homem” o Caminho a Verdade e a Vida Ninguém vai ao Pai a não ser por Mim. Ouça a voz de Jesus! Desce das alturas da sua rebeldia e orgulho. Se joga nos pés de Jesus! Faça isto hoje! Agora!
Jesus está falando com você agora. Está falando palavras graciosas. “Eu veio buscar e salvar pecadores perdidos como você!” Ouça a sua voz! Está chegando o dia, quando Jesus virá, e “Ele”, vai falar de uma forma muito diferente. Muito mais dura! No dia do juízo, Ele vai te chamar para fazer prestações de contas. Ele vai te chamar para o julgamento.
Um dia, Ele vai parar de falar palavras doces, palavras de graça aos pecadores. Mas hoje, ainda, é o dia de salvação! Hoje ainda, Jesus declara a todos os pecadores, “O Filho do Homem veio para buscar e salvar o perdido”

Aceite há Jesus!

Amém.

sábado, 3 de abril de 2010

Ladrão no paraíso

Como entender a promessa de Cristo ao bom ladrão expressa nas palavras hoje estarás comigo no paraíso, Lc 23:43.
Todos sabem que Jesus Cristo morreu crucificado. Muitos conhecem particularidades e minúcias da vida que viveu entre nós. Alguns até defendem teses tecendo mil comentários a respeito do fenômeno que foi Cristo. Em todos os momentos, principalmente no período da Semana Santa, a humanidade, quase por inteiro, celebra a sua morte. Encenações teatrais, filmes, reuniões, retiros, conferências enfim, os eventos mais diversos marcam a paixão, a vida, o ministério e a morte do homem que dividiu o tempo do mundo em dois tempos: antes e depois Dele. Mas, nesse momento de tanto emocionalismo, de tanta comoção, algumas perguntas necessitam ser feitas: o que o sacrifício de Jesus na cruz representa para nós? O conhecimento do gesto de Jesus na cruz traz alguma diferença no nosso dia-a-dia? A morte de Jesus nos fez pessoas diferentes ou continuamos os mesmos?
A questão vital é se tomar conhecimento de que nada do que Jesus fez foi gratuito. O menor dos seus gestos teve uma significação especial. E o evento no Monte do Calvário, com sua crucificação, morte e ressurreição, foi o fato mais extraordinário já acontecido até hoje na história do homem. Aliás, Jesus só rivaliza com ele próprio. Pois outro acontecimento que pode se ombrear em magnitude à sua morte e ressurreição é o seu nascimento, único até hoje ocorrido nas condições especiais em que ocorreu. Mas hoje o assunto é a sua morte; do nascimento de Jesus cuidaremos outro dia. O relato sobre como tudo se passou recai na leitura do livro de Lucas, capítulo 23, a partir do versículo 33. Ali, após ser crucificado, Jesus profere uma das sentenças de maior significado prático para as nossas vidas, ao dizer “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
Nunca, jamais e em nenhum outro momento da história humana alguém manteve tamanha lucidez diante de uma realidade de tanto desconforto físico e tanta dor espiritual. Rejeitado, traído, cuspido, execrado, Jesus exalou amor até os minutos finais de sua vida. A humanidade o matava, porém Ele intercedia junto ao Pai em favor dos homens. Este gesto de Cristo deve ser seguido, praticado em todos os momentos de nossa vida. Afinal, se não perdoarmos a quem nos magoa, terminamos por transformar em acontecimento inútil o sacrifício de Jesus na cruz. Esta é, portanto, a primeira mensagem que Jesus nos envia da cruz – daqueles dias até os dias de hoje: o perdoar em qualquer circunstância. Pelo seu gesto, o perdão é uma condicionante fundamental para um viver cristão, para todos aqueles que se dizem seguidores de suas idéias e detentores de seu legado espiritual. Passemos agora ao versículo 46, do mesmo capítulo 33 de Lucas. Ainda na cruz, já exalando seus últimos minutos de vida, Jesus faz uma confissão surpreendente naquelas circunstâncias de fidelidade incondicional ao Pai, dizendo: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. O que é o espírito? A vida, a nossa essência, o nosso eu. Com a sua exclamação, Jesus queria dizer que o seu espírito, a sua essência Ele só entregaria ao Pai e a mais ninguém. O que isso significa? Comunhão total, absoluta com Deus, apesar do extremo sofrimento que estava enfrentando. Com seu gesto, Jesus nos remete à segunda mensagem da cruz: mantermos a comunhão com Deus em qualquer situação, mesmo nos momentos mais dolorosos. Será que é fácil? Não, não é. Daí a necessidade de não apagarmos da mente o cenário da cruz, local onde Jesus praticou comunhão e fidelidade a Deus em condições extremamente adversas.
Ao lado de Jesus dois homens também foram crucificados, conforme o mesmo Lucas capítulo 33, versículo 43. Numa delas, um homem ruma para a morte. De repente, de forma surpreendente, se volta para Jesus: “Mestre, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. Momento terrível para ele descobrir que Jesus era mestre, um título nobilíssimo naquele tempo, e proprietário de um reino. Noutra cruz, o Filho de Deus, também nas piores condições físicas, se volta para ele: “Filho, ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Estranho momento para chamar um marginal de filho e lhe garantir a salvação, não é verdade? Aí está, então, a terceira mensagem da cruz: ao nos voltarmos para Jesus – seja qual for a circunstância Ele nos garante a salvação, a morada com Ele no paraíso! Portanto, sem a aceitação e vivência dessas três mensagens, de que serve, para nós, o sacrifício de Jesus? Perdão, comunhão e salvação a verdadeira essência da cruz vamos vivê-la?
Então podemos afirmar que Jesus Cristo estava em um corpo carnal, mesmo assim nunca cometerá erro algum. Lembre-se que ao seu lado estavam dois criminosos e um deles lançava sobre Jesus insultos e outro criminoso o repreendeu, dizendo “Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença, observem isso ele tem a consciência de que estão sendo punidos com justiça por terem errado, mais pense nisso que mal cometeu Jesus para merecer tamanha punição. Ao qual sua punição naquela época era de um crime hediondo e a forma de morrer era a Crucificação. Mas em seu ultimo gesto de amor e perdão disse ao criminoso que se arrependeu verdadeiramente ainda hoje estará comigo no paraíso.


Você já se arrependeu verdadeiramente?