Jesus nunca contradisse a fé num Deus único, nem sequer quando realizava a obra divina por excelência que cumpria as promessas messiânicas e o revelava igual a Deus, o perdão dos pecados. A exigência feita por Jesus de fé na sua pessoa e de conversão permite compreender a trágica incompreensão do Sinédrio que considerou Jesus merecedor de morte porque blasfemou.
Resgatador-Parente Isaías 43:6-7 associa a idéia de Criador com o conceito de Resgatador-Parente. Deus diz: "Direi ao Norte: entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei meus filhos de longe e minhas filhas, das extremidades da terra, a todos os que são chamados pelo meu nome, e os criei para minha glória, e que formei, e fiz." Da mesma forma que Boaz resgatou Rute, Deus resgata seus filhos. Ele tem o direito exclusivo de resgatar sua família, os homens e as mulheres feitos à imagem dele.
Então podemos concluir que, Deus é o único que tem direito de nos redimir. Nenhum outro é nosso Criador. Nenhum outro é o nosso dono. Este fato tem uma implicação interessante em relação à divindade de Jesus. O fato que ele é descrito como Redentor é mais uma prova que ele é realmente Deus. Jesus não era criatura, e sim criador e redentor.
Deus é o único que tem poder para nos salvar. No Velho e no Novo Testamento, achamos afirmações nítidas: "Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador" (Isaías 43:11).
Pedro, comentando sobre Jesus, diz: "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo que importa que sejamos salvos"
Sendo nosso Criador e Redentor, Deus merece o nosso louvar e a nossa plena obediência.
Seu Criador é seu Dono e seu Pai. Ele quer resgatá-lo do pecado para lhe dar a vida eterna! (Atos 4:12).
Afirmo ainda o, porque muitos dos títulos que se aplicam a Deus Pai no Antigo Testamento são aplicados a Jesus no Novo. Como disse Jesus: “Eu e o Pai somos UM” (João 10:30). O mesmo “UM” que está no Shema, "Ouve Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR" (Deuteronômio 6.4) - uma unidade composta.
Com esta declaração, Jesus escandalizou aos judeus, ao ponto que eles pegaram em pedras para apedrejá-lo, porque esta declaração implicava em estar fazendo-se Deus a si mesmo (vv. 32,33).
JESUS CRISTO É SENHOR:
Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus e na terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.” (Filipenses 2.9-11 – veja ainda 1CORÍNTIOS 12.3)
Jesus Cristo é o SENHOR” (do grego Kurios). A palavra grega “Kurios” pode significar qualquer coisa, desde o tetragrama (YHVH, Iavé, o nome pessoal de Deus, também conhecido no hebraico por Adonai), passando por “Senhor” (no sentido de Deus como soberano do universo), e “Senhor” (no sentido humano de chefe, dono), até mesmo a mero “senhor” (como forma de tratamento cordial). Uma vez que Isaias 45.23, que em seu próprio contexto se refere à YHVH (“Por mim mesmo tenho jurado; saiu da minha boca a palavra da justiça e não tornará atrás: que diante de mim se dobrará todo joelho, e por mim jurará toda língua”), e são citado no v. 10 em referência a Jesus, é certo que este versículo ensina que Jesus Cristo é YHVH, e não apenas “Senhor” em qualquer sentido menor.
Isso não quer dizer que o Pai é Jesus, nem que Jesus esgota o significado total de YHVH (a última frase do v. 11 , “para a glória de Deus Pai” – nos mostra que não tem nenhum desses dois significados), mas sim que existe uma identidade, unidade ou união íntima entre o Filho e o Pai (João 1.1,18; 10.30; Colossenses 2.9). Jesus ainda fala a respeito dessa identidade íntima em sua oração ao Pai em João 17.
Isso pode parecer que seja incompatível com o AT, e, portanto incompatível com o Judaísmo. É óbvio que qualquer um que fale do Pai e do Filho de maneira separada, afirme que “ambos” “são” YHVH, e permanece fiel ao Shema (“YHVH” é um; Deuteronômio 6.4) está no mínimo, abusando da linguagem para além de seus limites usuais – muito embora não mais que o próprio Deus, quando no sexto dia da criação disse: “Façamos o homem a nossa imagem” (Gênesis 1.26). Uma vez que o próprio DEUS TRANSCENDE OS LIMITES HUMANOS, não seria de surpreender que a Sua natureza não possa ser expressa em sua totalidade com o uso normal da linguagem. Apesar de a Bíblia utilizar uma linguagem que está ao alcance de todos, de modo que não existe nenhum significado oculto que esteja além da compreensão dos seus leitores, o fato de Deus transcender as limitações humanas, significa que Ele também excede o que a linguagem pode transmitir ao Seu respeito. O leitor, portanto, é forçado a escolher entre explorar o que significa “Jesus Cristo é Kurios”, ou rejeitar essa declaração por impor suas próprias limitações a Deus.
Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, o primeiro e o último” (Apocalipse 22.13).
Jesus também se declara assim em 1.17-18 e 2.8 (“Eu sou o primeiro e o último”). Em Isaias 44.6 e 48.12 é Deus Pai quem se descreve assim (“Assim diz o SENHOR, Rei de Israel e seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e fora de mim não há Deus” “Dá ouvidos, ó Jacó, e tu ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, eu sou o primeiro, eu também o último”).
O APÓSTOLO PEDRO CHAMOU JESUS DE “DEUS E SALVADOR”:
Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (2Pedro 1.1).
Aqui, nós vemos que é Jesus Cristo quem é chamado de “Deus e Salvador”; no Antigo Testamento é YHVH: “Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador” (Isaias 43.11) –; e ainda 45.21: “Pois não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim”. Isso só é possível porque Jesus com o Pai são “UM” (João 10.30)! Contudo, sem confundir as pessoas.
JESUS CRISTO É O ÚNICO EXPOSITOR DO PAI AOS HOMENS:
Deus nunca foi visto por alguém, o Filho Unigênito que está no seio do Pai, este, o fez conhecer.” (João 1.18 – e ainda: Mateus 11.27; João 12.44-45; Colossenses 1.15; Hebreus 1.3; 1Timoteo 6.14-16).
Contudo muitos que viram o Anjo do SENHOR viram a Deus (v.14). Além disso, Moisés viu a Deus “pelas costas” (Êxodo 33.19-23), Isaias também viu “ao SENHOR assentado sobre um alto e sublime trono” (Isaias 6.1), e os 70 anciãos de Israel “viram a Deus e comeram e beberam” (Êxodo 24.9-11).
O Antigo Testamento ainda relata muitos exemplos da aparição de Deus como homem – o Anjo do SENHOR: a Agar (Gênesis 16.7-14); a Abraão (Gênesis 18); a Jacó (Gênesis 32.24-30); a Moisés (Êxodo 3); a Josué (Josué 5.13-15); ao povo de Israel (Juízes 2.1-5); a Gideão (Juízes 6.11-24); a Manoá e sua esposa, pais de Sansão (Juízes 13.2-23). Nessas passagens os termos “SENHOR” e “O Anjo do SENHOR” é descrito como um homem. Portanto, João 1.18 deve levar a entender que a suprema glória e natureza de Deus estão ocultadas da humanidade pecadora. Como Êxodo 33.20 coloca, Deus disse: “Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá”.
Portanto, Jesus Cristo é “o resplendor da Sua glória, e a expressa imagem da Sua pessoa...” (Hebreus 1.3). A palavra grega “charactêr” (“a expressão exata”) usada apenas aqui em todo o Novo Testamento, apresenta de forma mais clara que a essência de Deus está manifesta no Messias. “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9). O Anjo do SENHOR é uma Teofania, ou seja, uma auto-manifestação de Deus. O Anjo do SENHOR fala como Deus, identifica-se com Deus e reivindica para si o exercício das prerrogativas de Deus. Uma vez que o Anjo do SENHOR deixa de aparecer depois da Encarnação (João 1.14), infere-se freqüentemente que Ele é uma aparição pré-encarnada de Cristo a Segunda Pessoa da Trindade.
ELE FAZ AS MESMAS OBRAS QUE O PAI FAZ E É IGUALMENTE HONRADO:
Em verdade, em verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa nenhuma; Ele só pode fazer o que vê o Pai fazendo, porque tudo o que o pai faz, o filho faz igualmente. Porque o Pai ama o Filho, e lhe mostra tudo o que faz. E lhe mostrará maiores obras do que estas, para que vos maravilheis. Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer. O Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo juízo, PARA QUE TODOS HONREM O FILHO, COMO HONRAM O PAI. Quem não “honra o Filho, não honra o Pai que o enviou.” (João 5.19-23). “Por isso, os judeus procuravam matá-lo, pois dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (v.18).
JESUS CRISTO É PERDOADOR DE PECADOS - ALGO QUE SÓ CABE A DEUS:
Jesus disse a um paralítico: Filho, perdoado está os seus pecados. (Marcos 2.5-12).
Os judeus protestaram está afirmação de Jesus. Porque diz estas assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?” (v. 7).
Esses judeus incrédulos se mostraram ser teólogos muito mais esclarecidos do que os da era moderna, que procuram mudar ligeiramente o significado dessa afirmação. O único que tem o direito de perdoar todos os pecados é aquele que recebe a ofensa por todos eles, Deus.
JESUS CRISTO DECLAROU A SI MESMO O NOME DIVINO:
“Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, EU SOU!”(João 8.58 – e ainda: João 4.26, 8.24-25 e 13.19).
Esta declaração com João 10.30 (“Eu e o Pai somos Um”) são as mais claras auto-declarações de Jesus a respeito da sua divindade. Ficou tão clara para os judeus, ao ponto deles pegarem em pedras para O apedrejar (v.59). Declarar ser Deus e, especificamente, pronunciar o nome de Deus (como Jesus tinha acabado de fazer) merecia pena de morte (Levítico 24.15-16 e no Mishnah-Sanhedrin 7.5, O blasfemador não é culpado até que ele pronuncie o Nome).
Em outras ocasiões em que Jesus se declarou que era o “EU SOU”, a reação dos Seus opositores foram semelhantemente surpreendentes (conf. João 8.24-25, 18.4-8; Marcos 14.61-64 e Lucas 22.67-71).
Esta declaração era uma clara referência a Êxodo 3.14,15, que diz: “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. “E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviaram a vós
O versículo 2 deixa mais claro ainda, pois Moisés identifica aquela visão no meio da sarça ardendo em fogo como sendo, o Anjo do SENHOR” quem estava nela uma aparição Teofânica de Cristo pré-encarnado no Antigo Testamento, que logo em seguida é identificado como sendo o próprio SENHOR, que se auto-identifica como “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó”; e nos revela mais ainda: “Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus” (vv. 4-6).
A Bíblia ainda claramente declara que Jesus Cristo, o Filho de Deus é Deus verdadeiro (1JOÃO 5.20).
Esclareço ainda que, muitos títulos que no Antigo Testamento se aplica apenas a YHVH, no Novo Testamento são aplicados a Jesus. Mas uma vez que o Novo Testamento distingue Jesus de Deus Pai, concluímos que Jesus deve ser identificado com YHVH, Deus; contudo, sem confundi-Lo com o Deus Pai.
O próprio título “Filho de Deus” implica que Jesus tem a mesma natureza de Deus, Seu Pai. Um filho tem a mesma natureza, a mesma espécie, a mesma essência de seu pai (João 1.14,18; 3.16 - "Unigênito", no gr. "Monogenes").
Os anjos, coletivamente, são chamados de “filhos de Deus” (Jó 1.6, 2.1. 38.7); mas a nenhum dos anjos Deus disse: “Você é meu filho”, como fez a Jesus por ocasião do seu batismo (Marcos 1.11, Lucas 3.22). Enquanto que nós somos filhos por ADOÇÃO em Jesus Cristo (Romanos 8.15; Gálatas 4.5; e Efésios 1.5).
SHALON ADONAI, para todos.
