sábado, 10 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lucas Cap. 19 Zaqueu, o Publicano

As palavras do nosso texto são o comentário do próprio Jesus com respeito ao que tinha acontecido logo antes nos versos anteriores. O encontro entre Jesus e Zaqueu, e a conseqüente salvação deste, tudo isto aconteceu porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

Quando entendemos a razão pela qual Jesus se encontrou com Zaqueu, nós vemos neste encontro um comentário sobre todo o ministério de Jesus, tanto quando “Ele” estava aqui na terra, quanto agora em nossos dias quando, Ele, continua andando no meio da história do mundo e da igreja. O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido isto era, e ainda é, o propósito de Jesus.
Jesus está dirigindo os seus passos para Jerusalém pela última vez. A cruz está se aproximando. Tem pouco tempo ainda para o Senhor trabalhar nesta terra antes da sua morte. Nesta situação, não seria uma surpresa para nós se Jesus fosse mais e mais voltado a se mesmo. Qualquer pessoa que vai enfrentar um grande desafio e um profundo sofrimento precisa se concentrar, esquecer aqueles ao seu redor, e juntar toda sua força para se fortalecer. Mas Jesus não. Vemos, Ele, trabalhando e fiel nos seus deveres até o último momento. “Ele” amou os, Seus, até o fim, até o momento que a morte desceu sobre, “Ele”.
Alguns momentos antes de entrar na cidade de Jericó, Jesus tinha ajudado um cego; agora, logo depois de entrar na cidade, ele está buscando um publicano. Não é por acaso que, “Ele” se encontra com Zaqueu. Jesus não vivia por acaso. “Ele” sempre estava cumprindo o plano de Deus. Convém-me ficar hoje em tua casa. Tudo que Jesus fez “Ele” fez de propósito.
O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido, sendo assim podemos nos perguntar para que, “Ele” veio
Em Mateus, Marcos e Lucas não falam muito sobre a existência de Jesus antes do seu nascimento; pelo menos, não da mesma forma que o evangelho de João fala. Mas, aqui de uma forma muito simples, temos uma afirmação da eternidade de Jesus. “Ele” veio no mundo. Isto pressupõe e deixa claro que, “Ele” tinha uma existência fora deste mundo.
A afirmação de Jesus deixa bem claro que toda sua vida aqui na terra tinha um só propósito e objetivo: “Ele” veio buscar e salvar o perdido. É para isto que, “Ele” nasceu! Então vemos na vida de Jesus uma dedicação e uma concentração tão profunda e estreita sobre um só objetivo que nenhuma outra pessoa pode experimentar ou imitar. Jesus vivia para cumprir sua missão. A vontade de Deus para a sua vida era o seu alimento e a sua bebida. Nenhuma palavra, “Ele” falou, nenhum passo, “Ele” tomou nenhum ato, ”Ele” realizou a não ser para cumprir a razão da sua vinda.
Jesus deixou uma realidade no céu onde não há necessidade de buscar e salvar, pois todos vivem seguros e abençoados no Senhor. Entendemos ainda melhor o que isto significa quando olhamos o título que Jesus usa para se descrever. “O Filho do homem”. Em outro lugar, Jesus falou que “O Filho do Homem”, não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. Na profecia de Daniel, aprendemos que o título “Filho do Homem”, e outro nome para descrever o Messias.

Daniel: 7- v13, 14:
13- Em minha visão à noite, vi alguém semelhante a um filho de homem, vindo com as nuvens dos céus. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença.
14- Ele recebeu autoridade, glória e o reino; todos os povos, nações e homens de todas as línguas o adoraram. Seu domínio é um domínio eterno que não acabará, e seu reino jamais será destruído.
Quando entendemos quem é o “Filho do Homem” que “Ele” é o próprio Deus, que mora em luz inacessível nós entendemos a imensidade da graça de Deus. É como Paulo fala (2 Cor 8:9), Pois vocês conhecem a graça de nosso senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos. Então vejam o que Jesus fez, ele deixou toda a sua riqueza toda sua glória divina, toda sua majestade de lado, e “Ele”, veio e desceu! Para buscar e salvar o perdido.
Nós achamos difícil ter muito contato com pessoas de um nível muito mais baixo do que o nosso nível econômico ou social ou espiritual. Mas para Jesus, isto era o propósito da sua vida! E por isto, quando as pessoas murmuravam, dizendo que “Ele”, se hospedara na casa de um homem pecador, Jesus não quis simplesmente justificar este ato, mas “Ele”, fez uma declaração sobre o propósito de toda a sua vida, e de toda a sua vinda. “O Filho de homem veio para buscar e salvar o perdido.” Isto é o significado da minha vida!
Jesus, “O Filho do Homem”, “O Messias”, não deixou sua glória e majestade de lado para vir na terra e ver o que iria acontecer. Jesus possuía, tanto conhecimento e poder divino quanto era necessário para realizar a sua missão, o seu propósito. O amor é muito importante na salvação, mas o amor sozinho não pode achar e salvar o pecador. Precisa-se dos poderes divinos de onisciência e onipotência. Em outras palavras, para salvar pecadores, Jesus precisa de fazer mais do que apenas amá-los. Ele precisa ter condições de sondar os seus corações, e transformar as suas vidas.
Era para isto que Jesus fazia todos os seus milagres! Para proclamar publicamente que “Ele” tinha o direito, e o poder, de dizer a um miserável pecador, “Os teus pecados te são perdoados”.
É este poder divino que Jesus nos mostra claramente no seu encontro com Zaqueu. Ele entra à cidade, caminha até a árvore onde Zaqueu tinha subido. Não é por acidente que Jesus levanta os seus olhos para enxergar Zaqueu. É um ato deliberado, um ato de divino poder. Jesus está buscando algo pelo qual “Ele”, tinha vindo. E mesmo se o texto deixar bem claro que os dois nunca tinham se conhecido antes, Jesus chama o nome de Zaqueu.
Ninguém pode se esconder deste olhar! É o mesmo olhar que, enxergou Adão e Eva se escondendo atrás das árvores, e que até hoje, enxerga todo pecador, qualquer que seja os artifícios usados para esconder-se, e alcança o pecador em qualquer lugar, que ele esteja, atrás da sua própria justiça, desesperando-se nas profundezas da sua culpa e miséria, se enganando nas alturas do seu próprio orgulho, e de sua soberba.
Jesus, “O Filho do Homem”, tem esta percepção divina. Ele não precisa perguntar onde está o pecador perdido e miserável. Ele enxerga onde está o pecador, com toda sua culpa e sua vergonha e sua miséria.
Eles falam muito sobre a curiosidade de Zaqueu, querendo buscar Jesus. As lições da escola dominical para crianças não cansam de falar sobre este aspecto. Mas quem está buscando quem? Vemos Jesus exercendo todo o controle da situação. Vemos também que Jesus sabe muito bem onde está o pecador perdido. Da mesma forma que Jesus tinha visto Natanael debaixo da figueira, Jesus já tinha visto Zaqueu. Vemos Jesus indo até a árvore certa. Vemos Jesus até chamando Zaqueu pelo nome. Então, quem está buscando quem?
Mesmo que Jesus tivesse usado a curiosidade de Zaqueu. Então isso não mudaria de forma alguma o fato que tudo estaria acontecendo conforme a soberania do Senhor! Fica claro que o Senhor Jesus pode escolher entre milhares de possibilidades de se encontrar conosco. Mas quantos de nós aqui teríamos sido salvos, se o Senhor tivesse esperado até que nós achássemos a Ele?
Percebemos o Divino Poder e Majestade de Jesus não somente por causa da sua percepção e seu chamado divino em outras palavras, a sua divina onisciência. Também as conseqüências do chamado nos ensinam algo com respeito a Jesus.
Zaqueu, desça depressa, quero ficar em sua casa hoje. Aqui Jesus manifesta seu soberano poder. Ele achou Zaqueu, e Ele chamou Zaqueu com aquele chamado poderoso e eficaz que faz os cegos ver, os coxos andarem, os surdos ouvirem, e os mortos ressuscitarem. É a voz do bom Pastor Zaqueu logo reconhece, e ele desce logo para segui-lo com alegria. É a Voz de Deus que Zaqueu ouviu! A mesma voz que no princípio disse, haja luz, e houve luz. É a Palavra de Deus, à palavra poderosa e criativa pela qual “Ele” criou o mundo, e pela qual “Ele” cria novas criações a cada vez que “Ele” transforma um pecador morto em filho da luz.
Tanto o seu título “Filho do Homem”, quanto à forma da sua vinda, mostra quem é Jesus. Ele é a imagem do Deus Invisível. Ele é o Salvador todo poderoso. Ele sabe tudo e conhece todos; Ele é soberano em sabedoria e conhecimento e em Poder.
Agora que entendemos que Jesus se revela como o “Filho do Homem”, O Messias, divino, soberano, onisciente, e todo-poderoso, podemos continuar com o nosso texto para vermos qual é a obra que “Ele”, veio realizar. Para que Ele veio? “O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”.
Tem uma relação estreita entre Salvador e Perdido, entre Salvação e Perdição. Se não entendemos Quem é o Salvador, não vamos entender corretamente o que é ser perdido. E, igualmente, se não enxergamos bem o que significa ser “Perdido”, não iremos entender bem o que significa a palavra “Salvar”.
Jesus não veio apenas “Buscar”. Ele não veio apenas procurar pessoas que já estão aptos para entrar no seu reino. Não veio apenas “Buscar”, candidatos merecedores do seu amor, pessoas que eram amáveis em si mesmas. Não! Ele veio “buscar e salvar o perdido”.
A palavra, “Perdido”, não se refere a uma idéia vaga de miséria. Tem um significado bem específico, algo que pertencia a alguém se perdeu! Jesus está dizendo em primeiro lugar que o pecador falta a Deus! Deus criou o homem como o seu próprio filho em Adão, mas o homem está deixando a desejar neste relacionamento agradável que havia no paraíso. O homem se perdeu, está afastado de Deus, afastado da luz do rosto de Deus. Por isto a sua vida não tem mais sentido, os seus relacionamentos e as suas atividades, e sua vida estão em trevas. Por causa de não estar em comunhão com Deus, o homem não consegue estar em comunhão com nada e ninguém. Ele sofre conflitos com toda a criação, o seu ambiente, o seu trabalho, e em todos os seus relacionamentos. Vive em brigas e contendas, odiando uns aos outros, e sendo odiado. E pior, o fato de ser perdido alcança até ao íntimo do homem, pois dentro da sua própria alma ele está cheio de dúvidas e conflitos e forças destruidoras.
Quando entendermos que somos perdidos por natureza, entenderemos como precisamos de Jesus Cristo. Precisamos de Jesus para nos buscar, e achar, e trazermos de volta ao Pai! Como aquela ovelha miserável e perdida que só têm esperança se o Bom Pastor vem buscá-la e carregá-la nos seus braços fortes e seguros. Como Pedro diz em 1Pe 2:25, “Pois vocês eram como ovelhas desgarradas, mas agora se converteram ao Pastor e Bispo de suas almas.” É isto que Jesus faz! Ele nos traz de volta ao nosso Dono! Ele nos faz parte de um povo que é a propriedade exclusiva de Deus!
Mas a palavra, “Perdido” não significa somente o fato de ser afastado daquele que tinha posse. Significa muito mais ainda. A palavra grega significa tanto “Perdido” quanto “Destruído”. Quando entendermos isto, entenderemos que a salvação é muito mais do que simplesmente ter a consciência que pertencemos a Deus. “Pois, o que é Perdido” pode também ser traduzido, “o que está arruinado, dedicado a destruição”.
As palavras de Jesus são uma descrição da total perdição no qual caímos quando somos afastados de Deus. O que é perdido é dedicado a perdição, a total destruição. Não devemos ignorar este aspecto da realidade que Jesus nos ensina. O problema do homem não é simplesmente que ele está afastado de Deus. O problema é que, sendo afastado de Deus, o homem está correndo para a perdição. Já o caminho para a perdição está cheio de amostras da destruição total que lhe esperam. Os sofrimentos e misérias desta vida já são as primeiras experiências dos eternos sofrimentos que esperam o homem nas chamas do inferno. Da mesma forma que o crente já começa nesta vida a experimentar a vida eterna, o pecador perdido já começa experimentar nesta vida a morte eterna.
Isto é de suma importância para o nosso ensino como Igreja. É preciso muito mais do que uma simples afirmação que o Homem está afastado de Deus. Precisamos enfrentar o pecador com todo o horror do seu miserável estado. Devemos colocar em sua frente o espelho para mostra a profundeza do seu pecado e miséria. É como o filho pródigo, quando ele percebeu que estava perecendo de fome, ele se lembrou da abundância de pão na casa do seu Pai.
Jesus veio buscar e salvar o perdido. Ele veio salvar pessoas que estão andando, correndo, no caminho da perdição. Um dos primeiros passos neste processo de salvação é que o Senhor Jesus, por meio da “Sua Palavra”, mostra ao pecador a horrível verdade com respeito a sua miséria. Por isto a Igreja de Cristo não convida simplesmente pessoas, para irem à igreja! “É uma igreja amável, calorosa, aconchegante”. A Igreja não está amando o pecador quando ela faz convites supérfluos e rasos. A Igreja ama o pecador quando ela prega uma mensagem que mostra a cruel realidade da perdição na qual ele esta vivendo e para a qual ele está correndo. Quando o pecador, pela graça de Deus, enxerga a sua realidade, e todo o seu pensamento se volta para buscar libertação, curas, prosperidade, por um momento isso foge da sua cabeça, ele só enxerga a profunda miséria e perdição do seu estado, e ele clama por um encontro real com Jesus Cristo.
Todo homem precisa deste encontro. Literalmente, o texto diz que Ele veio “buscar e salvar o que é perdido”. Em outras palavras, Jesus veio buscar e salvar pessoas de todas as classes sociais e econômicas e de qualquer credo religioso. Ele não veio salvar apenas pessoas que têm condições de dar um maior dízimo. A nossa natureza é a mesma do que a natureza dos fariseus na época de Jesus. Tem classes de pessoas que até achamos que não vale a pena gastar o nosso tempo com eles. Mas Jesus nos ensina que prostitutas, presidiários, e até outras pessoas desprezíveis fazem parte da sua busca. São até eles que entram primeiro no reino dos céus se verdadeiramente arrependerem-se os maiores pecadores recebem a maior graça! Não tem pecado pior na igreja do que fazer acepção de pessoas! Fica claro então que Jesus veio buscar e salvar o que é perdido não significa que de uma forma aleatória Jesus vai buscando qualquer coisa, qualquer pessoa que seja perdida. Não. Já vimos que Ele em toda a sua Sabedoria Divina, sabe muito bem quem ele veio buscar e salvar. Ele passou em frente de multidões de pessoas, e parou debaixo da árvore onde Zaqueu estava. Jesus buscou e salvou Zaqueu porque este era filho de Abrão. Em outras palavras, Jesus cumpriu promessas ricas e profundas da aliança. Estas promessas da aliança são o fruto de uma decisão que Deus tomou antes da fundação do mundo, com respeito a quem Ele iria escolher.
Hoje também, Jesus continua com o seu propósito de buscar e salvar o perdido. Hoje também, Jesus busca o pecador. Ele pode te enxergar com todos os seus pecados imundices. Ele te conhece por dentro e por fora. Ele fala em primeiro lugar àqueles que fazem parte do seu povo, fazem parte do pacto. Ele chama você. Ele chama você ao arrependimento, Ele chama você à salvação. Você tem se desviado do caminho? Jesus está te buscando, te chamando. Ele te salvou, ele está te salvando. Jesus está falando com você em toda pregação. Ele está assegurando a obra que Ele iniciou, Ele vai completá-la. A salvação dele não é coisa feita por homens. Ele não faz pela metade. Creia em suas promessas! Ele veio te Buscar e te Salvar!
Jesus também fala àqueles que não fazem parte do povo de Deus. Você aqui, ou você ouvindo no rádio, você que não faz parte da Igreja de Cristo, Jesus está te chamando. Sendo filho de Adão, você tinha uma relação com Deus. Mas por causa dos seus pecados e sua rebeldia, você se tornou filho da ira. Você está no caminho da perdição. Você está correndo para a destruição. Jesus te chama. Jesus te fala agora. “Eu sou o Filho do Homem” o Caminho a Verdade e a Vida Ninguém vai ao Pai a não ser por Mim. Ouça a voz de Jesus! Desce das alturas da sua rebeldia e orgulho. Se joga nos pés de Jesus! Faça isto hoje! Agora!
Jesus está falando com você agora. Está falando palavras graciosas. “Eu veio buscar e salvar pecadores perdidos como você!” Ouça a sua voz! Está chegando o dia, quando Jesus virá, e “Ele”, vai falar de uma forma muito diferente. Muito mais dura! No dia do juízo, Ele vai te chamar para fazer prestações de contas. Ele vai te chamar para o julgamento.
Um dia, Ele vai parar de falar palavras doces, palavras de graça aos pecadores. Mas hoje, ainda, é o dia de salvação! Hoje ainda, Jesus declara a todos os pecadores, “O Filho do Homem veio para buscar e salvar o perdido”

Aceite há Jesus!

Amém.

sábado, 3 de abril de 2010

Ladrão no paraíso

Como entender a promessa de Cristo ao bom ladrão expressa nas palavras hoje estarás comigo no paraíso, Lc 23:43.
Todos sabem que Jesus Cristo morreu crucificado. Muitos conhecem particularidades e minúcias da vida que viveu entre nós. Alguns até defendem teses tecendo mil comentários a respeito do fenômeno que foi Cristo. Em todos os momentos, principalmente no período da Semana Santa, a humanidade, quase por inteiro, celebra a sua morte. Encenações teatrais, filmes, reuniões, retiros, conferências enfim, os eventos mais diversos marcam a paixão, a vida, o ministério e a morte do homem que dividiu o tempo do mundo em dois tempos: antes e depois Dele. Mas, nesse momento de tanto emocionalismo, de tanta comoção, algumas perguntas necessitam ser feitas: o que o sacrifício de Jesus na cruz representa para nós? O conhecimento do gesto de Jesus na cruz traz alguma diferença no nosso dia-a-dia? A morte de Jesus nos fez pessoas diferentes ou continuamos os mesmos?
A questão vital é se tomar conhecimento de que nada do que Jesus fez foi gratuito. O menor dos seus gestos teve uma significação especial. E o evento no Monte do Calvário, com sua crucificação, morte e ressurreição, foi o fato mais extraordinário já acontecido até hoje na história do homem. Aliás, Jesus só rivaliza com ele próprio. Pois outro acontecimento que pode se ombrear em magnitude à sua morte e ressurreição é o seu nascimento, único até hoje ocorrido nas condições especiais em que ocorreu. Mas hoje o assunto é a sua morte; do nascimento de Jesus cuidaremos outro dia. O relato sobre como tudo se passou recai na leitura do livro de Lucas, capítulo 23, a partir do versículo 33. Ali, após ser crucificado, Jesus profere uma das sentenças de maior significado prático para as nossas vidas, ao dizer “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
Nunca, jamais e em nenhum outro momento da história humana alguém manteve tamanha lucidez diante de uma realidade de tanto desconforto físico e tanta dor espiritual. Rejeitado, traído, cuspido, execrado, Jesus exalou amor até os minutos finais de sua vida. A humanidade o matava, porém Ele intercedia junto ao Pai em favor dos homens. Este gesto de Cristo deve ser seguido, praticado em todos os momentos de nossa vida. Afinal, se não perdoarmos a quem nos magoa, terminamos por transformar em acontecimento inútil o sacrifício de Jesus na cruz. Esta é, portanto, a primeira mensagem que Jesus nos envia da cruz – daqueles dias até os dias de hoje: o perdoar em qualquer circunstância. Pelo seu gesto, o perdão é uma condicionante fundamental para um viver cristão, para todos aqueles que se dizem seguidores de suas idéias e detentores de seu legado espiritual. Passemos agora ao versículo 46, do mesmo capítulo 33 de Lucas. Ainda na cruz, já exalando seus últimos minutos de vida, Jesus faz uma confissão surpreendente naquelas circunstâncias de fidelidade incondicional ao Pai, dizendo: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. O que é o espírito? A vida, a nossa essência, o nosso eu. Com a sua exclamação, Jesus queria dizer que o seu espírito, a sua essência Ele só entregaria ao Pai e a mais ninguém. O que isso significa? Comunhão total, absoluta com Deus, apesar do extremo sofrimento que estava enfrentando. Com seu gesto, Jesus nos remete à segunda mensagem da cruz: mantermos a comunhão com Deus em qualquer situação, mesmo nos momentos mais dolorosos. Será que é fácil? Não, não é. Daí a necessidade de não apagarmos da mente o cenário da cruz, local onde Jesus praticou comunhão e fidelidade a Deus em condições extremamente adversas.
Ao lado de Jesus dois homens também foram crucificados, conforme o mesmo Lucas capítulo 33, versículo 43. Numa delas, um homem ruma para a morte. De repente, de forma surpreendente, se volta para Jesus: “Mestre, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. Momento terrível para ele descobrir que Jesus era mestre, um título nobilíssimo naquele tempo, e proprietário de um reino. Noutra cruz, o Filho de Deus, também nas piores condições físicas, se volta para ele: “Filho, ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Estranho momento para chamar um marginal de filho e lhe garantir a salvação, não é verdade? Aí está, então, a terceira mensagem da cruz: ao nos voltarmos para Jesus – seja qual for a circunstância Ele nos garante a salvação, a morada com Ele no paraíso! Portanto, sem a aceitação e vivência dessas três mensagens, de que serve, para nós, o sacrifício de Jesus? Perdão, comunhão e salvação a verdadeira essência da cruz vamos vivê-la?
Então podemos afirmar que Jesus Cristo estava em um corpo carnal, mesmo assim nunca cometerá erro algum. Lembre-se que ao seu lado estavam dois criminosos e um deles lançava sobre Jesus insultos e outro criminoso o repreendeu, dizendo “Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença, observem isso ele tem a consciência de que estão sendo punidos com justiça por terem errado, mais pense nisso que mal cometeu Jesus para merecer tamanha punição. Ao qual sua punição naquela época era de um crime hediondo e a forma de morrer era a Crucificação. Mas em seu ultimo gesto de amor e perdão disse ao criminoso que se arrependeu verdadeiramente ainda hoje estará comigo no paraíso.


Você já se arrependeu verdadeiramente?

terça-feira, 30 de março de 2010

II Coríntios 5

O que é uma maneira vazia de viver?


O que isso significa?

Uma vida sem significado é uma vida sem futuro, a idéia de sermos redimidos significa trazidos de volta. Aqui, não estamos sendo redimidos com dinheiro, somos redimidos pelo sangue de Jesus. Que tipo de futuro e vida significativa Jesus comprou para nós? Pense em dois tipos de artesanato. Meu pai fez algumas obras entalhadas em madeira que creio que ficarão na família por gerações. Na praia local, artistas fazem belas esculturas na areia. Estas duram uma semana. Jesus nos permite agora começarmos a construir para a eternidade.
O que, exatamente, você acha que quer dizer considerar alguém do ponto de vista humano? Um ponto de vista humano consideraria uma pessoa com base em riqueza, aparência e posição, mas quando nos convertemos, vemos essas coisas sob uma nova luz, compreendemos a visão eterna das coisas.
Por que com isso pensaríamos menos em riqueza, aparência e posição, apenas por que nos tornamos cristãos? Isto nos leva de volta ao ponto em I Pedro 1:4, nossa nova riqueza celestial é completamente segura. Riqueza, aparência, posição na terra, tudo isto perde o valor. Todos nós ficamos velhos e morremos. Nossa nova visão nos ajuda a escolher o que é eternamente importante. Então podemos afirmar que em Coríntios 5:1:18, quando eu digo que estou reconciliado com alguém, isso quer dizer que anteriormente eu tinha alguma discórdia com esta pessoa. Não me lembro de ter tido alguma briga com Deus! Por que eu preciso me reconciliar coríntios 5: 19,quando pecamos, estamos em conflito com Deus! Jesus nos fornece uma maneira para que nossos pecados não sejam contados contra nós. A fonte da discórdia entre Deus e os seres humanos é resolvida por Jesus. Agora vamos ao mais profundo ensinamento dado pelo Apostolo Paulo em II Coríntios 5:8, temos bom ânimo, mas desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com o Senhor. Em II coríntios 5-8 Paulo, fala de estar ausente do corpo e presente com o Senhor. Significará isto que, quando uma pessoa morre, deixa o seu corpo e vai estar com o Senhor? No capítulo 4 ele discute os problemas e aflição que nos sobrevêm nesta vida. No entanto, o Apostolo Paulo diz que, isso não é nada quando comparado com o superior e eterno peso de glória da vida futura 4:17. Não temos que nos preocupar com o que acontece com este corpo. Somos agora meros vasos terrenos 4:7. O Senhor um dia irá dar-nos novos corpos que nunca irão deteriorar-se. Em II Coríntios 4:17, porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; em II Coríntios 4:7, temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte.
Então no capítulo 5 Paulo discute os dois corpos, da terra, e o eterno. Ele metaforicamente se refere a eles como casas. Sabemos que se a nossa casa terrestre deste, tabernáculo, for dissolvida, temos um edifício de Deus, uma casa não feita com mãos, eterna, nos céus 5:1. Em seguida, o Apóstolo Paulo fala de seu anseio de ser vestido com o corpo imortal. Enquanto nós gememos, ansiosamente desejando ser vestidos com a nossa casa que é dos céus o vs. 2, estar vestido aqui significa viver num corpo. Nesta vida somos revestidos num corpo mortal. Agora notem a ênfase do Apostolo Paulo no versículo 3. Se assim é, ao estarmos vestido não seremos encontrados nus. Se vestido significa estar num corpo, estiver nu é ficar sem um corpo. Observe que Paulo deixa muito claro que a vida futura é uma condição de vestido e não de nu! Falando da vida futura, diz ele, vestidos não iremos ser achados nus.
Doravante não reconheceremos o homem pela carne. E como, pois, o reconheceremos? Como um filho de Deus, sua verdadeira identidade. À medida que conhecemos a nós mesmos e a todos os demais, como sendo de descendência espiritual, nunca olharemos para o corpo, mas diretamente para os olhos, até poder ver por trás deles, além do homem mortal, além do homem jovem ou velho, doente ou sadio, onde está entronizado o Cristo. O homem visível quer doente, quer sadio, não é o homem Cristo, o Eu espiritual daquele homem, não está sujeito às leis da carne, nem mesmo da carne harmoniosa, mas está sujeito apenas a Jesus Cristo.
Temos o dever e não só perante nós mesmos de fazer com que o mundo reconheça o homem não pela carne, e sim que reconheça a cada um como de fato devem ser reconhecidas, não atribuindo qualidades boas ou más, tanto para amigos como para inimigos, cessando de pensar sobre sua história passada, presente e talvez futura; temos de olhar para ele apenas como uma pessoa e vê-lo em sua identidade espiritual.
Não chames a ninguém na terra teu pai: pois um é o teu Pai, que está no céu Mateus, 23:9. E que significa isto, exceto que se deve reconhecer a origem espiritual de todo homem? Segundo o Apóstolo Paulo, o ser humano aparente é uma imagem corruptível passageira. E a imagem de Deus é incorruptível a própria vida real e eterna. Porém, é necessário compreender que o verdadeiro Homem que a vida criou, segundo a sua semelhança eterna e incorruptível, é um Ser Espiritual, e não o ser humano corruptível temporário, senão faremos confusão, mesmo sem querer. Mas, será que todas as pessoas que lêem a Bíblia sabem o que significa imagem corruptível e imagem incorruptível? Por via das dúvidas, devo esclarecer que o contrário de corrupção é incorruptível ou incorrupto, que significam conservado e inalterado, neste caso, conservado e inalterado eternamente. Portanto, o ser humano devido retornar sempre ao pó da terra, não pode ser incorrupto jamais, ou seja, conservado e inalterado eterno ou imutável, na forma que se encontra. Logo, o corpo físico é naturalmente corruptível, sujeito a corrupção, ou seja, sujeito a decomposição e putrefação natural segundo as leis da matéria. Mas é lógico que os religiosos moralistas, preferem interpretar a palavra corrupção, no sentido de depravação e devassidão. Porém o Apostolo Paulo se referia à imortalidade ou eternidade do Espírito e não insinuou nenhuma idéia de pecado nesse caso.
Isto significa que não importa se Jesus era fisicamente feio ou bonito, se Ele era branco ou negro, alto ou baixo, gordo ou magro Isaías, 53:2 a 9, o que importa foram somente suas belas e positivas palavras de amor, perdão e reconciliação, que não levava em conta o pecado II Coríntios, 5:19, as quais não se encontram mais no Evangelho hoje pregado. O que ouvimos hoje é um Evangelho de palavras negativas e cruéis de condenação que condenam o homem, as quais levam em conta o pecado falta de amor e perdão, Tiago, 3:8 a 12.
Tais versículos otimistas como II Coríntios, 5:19, são geralmente ignorados pelos pregadores de hoje. Na realidade sempre foi assim, devido o estado de consciência que ainda se encontram. Só priorizam o que é pessimista, observem, por favor. Vejam como eles recorrem ao livro de Eclesiastes, tentando condenar o homem ainda mais.
Para terminar esta pregação observem atentamente! Contudo, o livro de Eclesiastes se refere ao corpo carnal, o qual se encontra debaixo do sol. Todavia o homem não é matéria aparência. Portanto, não adianta tentar condenar o homem, pois a Vida real interior é eterna e inocente por natureza.

E sempre digam Gloria ao Pai ao Filho e ao Espírito Santo e todos digam amém.

domingo, 28 de março de 2010

1 CORÍNTIOS 2

Começo dizendo que nada parecia ser mais fraco, nem mais vergonhoso, do que Cristo crucificado. Os Coríntios não queriam o lado de vergonha do Cristianismo. Só o lado bom, respeitável, inteligente e talentoso. Mas a menos que estejamos vendo isto, vamos continuar a manter os irmãos divididos. É o orgulho que nos impede de sujeitarmos nossa vontade ao Senhor. O remédio para cada mal mencionado em Coríntios é a disposição de ter a Cristo como Senhor Mestre de nossa vida.


As relações entre Paulo e alguns irmãos da igreja em Corinto pioraram depois que receberam a primeira carta de Paulo. Alguns cristãos mais exaltados chegaram a dizer que Paulo não era apóstolo, e por isso não tinha autoridade para resolver os problemas da igreja. Paulo escreve esta segunda carta reagindo com firmeza e defendendo sua autoridade como apóstolo. Trata ainda de outros assuntos da vida cristã, inclusive a nova relação que Deus, por meio de Jesus Cristo, estabelece com as pessoas. Com isso podemos afirmar através da palavra que Paulo estava entre eles e não usou de um discurso confiante ao qual possuía habilidade para falar da palavra de Deus, Então Paulo não se importou com o que os irmãos estavam falando mais sentindo certo tremor entre o povo. Paulo com isso não quis persuadir mas, transmitir sua mensagem e pregação de forma que ele, embora fosse dotado de grande sabedoria, mas o que ele realmente queria era mostrar  o poder do Espírito, para que a fé deles não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.
É fato afirmar que esta sabedoria é falada a aqueles que já possuem maturidade, mas não é deste tempo, ou de poderosos também deste tempo que estão sendo reduzidos a nada. É claro que estamos falando da sabedoria de Deus, e do seu mistério que estava oculto, o qual Deus pré-ordenou antes do inicio desse tempo para nossa gloria.
Com isso Deus nos afirma que nenhum dos poderosos daquele tempo, entendeu, pois se tivessem entendido, não teriam crucificado o senhor de toda glória.
E sua revelação nos trouxe por meio do Espiríto que ele sonda todas as coisas, até mesmo as coisas mais profundas de Deus.

domingo, 21 de março de 2010

2ª Coríntios Cap. 3 ao 6 "Ministros da Nova aliança"

Então podemos dizer que a providência divina pela qual Deus estabeleceu um novo relacionamento de responsabilidade entre Si mesmo e o seu povo.
A superioridade da Nova Aliança sobre a Antiga Aliança veio quando Paulo fala das alianças, ele utiliza paralelos entre a Antiga e a Nova, a fim de esclarecer os servos de Deus quanto às diferenças entre o que era transitório e o que é permanente; entre a lei que condenava e a que libertava. A glória da Antiga Aliança era passageira porque trazia à tona a realidade do pecado, sua maldição e condenação. A Nova Aliança demonstrou outra característica da glória de Deus, o seu poder misericordioso para salvar e dar vida. A glória da Antiga Aliança revelou o ministério da morte, porque condenava e amaldiçoava todo aquele que não cumpria a lei, mas a glória da Nova Aliança revelou o ministério da vida e da graça de Deus. Por isso, a glória do evangelho é superior à da lei. Isso quer dizer que Deus no versículo 6 fala que ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica.
Com isso podemos dizer que devemos nos dedicar nosso tempo a ser santo. O mundo se move com muita pressa, passe muito tempo a sós com Jesus, ao olhar para Jesus, como Ele você será; os seus amigos, através do seu comportamento, verão a semelhança que você tem com Ele.
E finalizando a palavra de hoje concluímos que a glória que reflete em nossa vida não é a dos rostos, mas é aquela glória interior, que reflete a transformação na semelhança de Cristo, de forma gradual, de glória em glória, mediante a presença do Espírito de Cristo em cada um de nós.

  Deus abençoe e todos digam amém.

sábado, 20 de março de 2010

ROMANOS- 6

                                      Mortos para o Pecado, Vivos em Cristo



Se morrermos com Cristo, cremos que também vivermos com Ele. Sabemos que Cristo, havendo ressuscitado entre os mortos, não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele, pois sua morte foi à morte para o pecado, que ocorreu uma vez por todas. Sua vida, porém, é vida para Deus. Assim, considerai-vos, a vós, também mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus.
Se morremos com Cristo cremos que também viveremos com ele.
Se morremos com Cristo, então cremos que, a fé é o primeiro e último, e decisivo ingrediente da psicologia da graça. É pela crença ou é pela fé que o ser humano se vê restabelecido em Deus.Então a fé é o passo inigualável que, uma vez dado, é irreversível; não pode mais ser desfeito, é o passo com o qual o servo de Deus transpõe a linha da divisa existente entre a velha e a nova criatura, entre o mundo velho e o mundo novo. Fé é a plenitude do paradoxo humano, é vaidade absoluta de conteúdo material e a plenitude do conteúdo divino; ela emudece o homem, proclama a sua ignorância e o reduz à expectativa, mas é também a voz de Deus, a revelação de sua sabedoria e sua obra eficaz, resposta à ansiedade humana. A fé é a extinção das coisas materiais, o ponto final do caminho da criatura neste mundo, mas é também o início do que é divino o começo do caminho, e o verdadeiro caminho que leva a "nova-criatura" a Deus.
Cremos que Cristo morreu em nosso lugar e, portanto, nós morremos com ele. Cremos em nossa identidade com o "homem novo" que surge além da morte na cruz; cremos em nossa existência eterna, baseados no conhecimento que temos da morte, sabendo que nossa vida está fundamentada em Deus, pela ressurreição. Então concluo que fé é a ousadia de sabermos o que Deus sabe e, por isso, também a de ignorarmos o que ele ignora. Deus sabe todas as coisas dos céus e da terra: deste cosmos imenso do qual o nosso sistema solar é um átomo, ou melhor, nem é sequer, um átomo do pó, Deus conhece as leis físicas e psicológicas, morais e espirituais; tudo ele sabe e conhece, pois tudo e a todos Ele criou, é a obra maravilhosa, perfeita, e do agrado do próprio Deus. Entendo que, ele se refere ao conhecimento de nós mesmos, atrevemo-nos, pela fé, a conhecer de nós o que Deus conhece, a nossa insuficiência perante Ele, a distância intransponível que nos separa de Deus; a nossa situação não é apenas lastimável, mas totalmente perdida pelo território do pecado em nossa vida e pela nossa sujeição irrecorrível à lei da morte. Todavia, mediante nossa reconciliação com Deus, em Jesus Cristo, ele nos perdoou cabalmente; transformou nossos pecados, vermelhos como o escarlate, na alvura da mais branca que a neve perdoou, transformou, esqueceu! Heb 10:17. De nenhum modo me lembrarei de seus pecados. A ousadia consiste no fato de que, humanamente, essa possibilidade nem sequer entra em cogitação, essa possibilidade apenas é admissível porque ela constitui o substrato de todas as possibilidades humanas, porque é a possibilidade que resta ao homem junto a Deus e em Deus, depois de todas as outras possibilidades se haverem esgotado. E finalizando crer significa parar, calar, adorar, ignorar pela fé, a diferença qualitativa entre Deus e os homens torna-se inconfundível.