domingo, 22 de agosto de 2010

                                                  


                                                    Encontro de Jesus com Nicodemos




                                                                  João 3: 1-21





Seguindo pelos encontros de Jesus, a reflexão proposta hoje é entre Jesus e Nicodemos, chefe dos judeus. “Ele foi até Jesus, de noite, e lhe disse: Rabi, sabemos que é um mestre mandado por Deus; de fato, ninguém é capaz de realizar os sinais que tu fazes, a não ser que Deus esteja com ele...”. Este ilustre Senhor era um dos três homens mais ricos de Jerusalém e a narrativa deste encontro nos é passada através do evangelho de São João. Muito provavelmente, Nicodemos não queria ser visto com Jesus, visto que no versículo 2 relata que ele se encontrou com Jesus à noite, para que o encontro fosse discreto. Mas ele queria conhecer esse Jesus de quem tanto se ouvia falar.
Nicodemos reconhece que a origem da missão de Jesus não podia ser humana. E Jesus responde: "Na verdade, na verdade te digo, quem não nascer de novo, não poderá ver o reino de Deus". Nicodemos devido a sua condição devia ser muito inteligente e não iria interpretar essas palavras em sentido material. Mas Nicodemos parece não se dar conta do que realmente Jesus quer dizer e, talvez para provocá-lo a explicar-se e a falar mais, finge ser ingênuo e interroga o mestre com perguntas aparentemente tolas: "Como pode um homem renascer, sendo velho?", pergunta. "Por ventura pode tornar a entrar no seio de sua mãe e nascer pela segunda vez?".
Jesus, nosso mestre responde fazendo com que o ilustre e versado fariseu retorne à condição de um aluno iniciante e lhe explica que alguém não pode ver o reino de Deus se não participa dele aqui na terra, e isso não é resultado do esforço ou do talento humano: "Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que da carne nasceu é carne; o que nasce do Espírito é Espírito. Não te admires se te digo: deves renascer do alto. O vento sopra onde quer e ouves o seu ruído, mas não sabes de onde ele vem ou para onde vai: assim acontece com quem nasceu do Espírito". Em hebraico, a palavra "espírito" queria dizer também "sopro de vento", e esse duplo significado permite que Jesus se explique: embora invisível e intocável, o vento é real. Assim também o Espírito não pode ser controlado ou manipulado com argumentos humanos. Aí, a alusão ao Batismo é clara: a graça divina produz uma mudança no nível do ser, faz nascer uma vida nova.
O que segue nos demais versículos é uma catequese sobre as coisas celestes, e Jesus dá seu testemunho com autoridade e repreende Nicodemos por não aceitar seu testemunho. Jesus conclui o diálogo que alfinetando Nicodemos pela situação na qual veio lhe procurar: "a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque as suas obras eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não vai à luz, para que não sejam reveladas as suas obras. Mas quem pratica a verdade vai à luz, para que apareça claramente que as suas obras foram feitas em Deus".
Apesar deste encontro, Nicodemos não se torna um verdadeiro discípulo, mas no Evangelho de João o rico mestre israelita aparece outras duas vezes, demonstrando ter ficado, de algum modo, impressionado com Jesus, com a sua pessoa. No fundo, ele não se contentara em ouvir dizer, quis verificar pessoalmente a proposta de Jesus, confrontar-se cara a cara com ele. Quis ir ao fundo do anúncio daquele estranho profeta; decidiu procurá-lo, embora secretamente. Não abandonara os seus cargos nem o seu prestigioso posto. Mas o encontro deixara nele uma marca. As palavras do Mestre certamente o atingiram. Tanto isso é verdade que Nicodemos aparece novamente no Evangelho defendendo Jesus. Disse então Nicodemos, um deles, o mesmo que de noite o fora procurar: Condena acaso a nossa Lei algum homem, antes de ouvi-lo e sem conhecer o que ele faz? . E eles lhe responderam: "Por acaso tu também és da Galiléia? Estuda e verás que da Galiléia não vem nenhum profeta. E todos “eles retornaram às suas casas” (Jo 7,50-53).
Nicodemos aparece ainda no Evangelho após a morte de Jesus, e gasta cem libras em perfumes preparar o corpo de Jesus. A partir desse último gesto podemos ver que o seu coração havia sido tomado secretamente por Jesus, por aquele Nazareno que, depois de algumas horas, sairia do sepulcro, vitorioso para sempre.
Quantos de nós não somos assim, conhecemos a verdade, sabemos a quem temos que seguir, mas por vergonha, medo, ou tantos outros motivos torpes, preferimos andar sem Jesus. Ignorando todo o sacrifício que Ele sofreu por nós. Tenhamos o coração de Nicodemos, mas o ultrapassemos na coragem de assumir nosso amor por Jesus e por testemunhar com fé e esperança, as maravilhas do reino de Deus nas nossas vidas.
A Bíblia registra vários diálogos que Jesus fez. Essas trocas nos dão vislumbres fascinantes de como teria sido falar com ele. Em João 3, um líder judeu, Nicodemos, foi falar com Jesus à noite. Ele começou elogiando a Jesus (João 3:2). Será que Nicodemos pensou que Jesus o comoveria a alta posição entre seus discípulos? Em caso afirmativo, a resposta de Jesus deve ter sido devastadora: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus, (João 3:3). Nem mesmo uma autoridade de destaque pode entrar no reino sem uma mudança radical.
No desenrolar da conversa, Jesus explicou o que queria dizer nascer de novo. Ele disse: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus, (João 3:5).
Nascido da água. O único nascimento da água na Bíblia é o batismo. Romanos 6:4 explicam que, após o sepultamento no batismo, ressuscitamos para levar uma nova vida. A relação entre João 3:5 e Romanos 6:4 é tão óbvia que nenhuma pessoa, sem ter sido previamente influenciada, pode negar que nascer da água seja uma referência ao batismo. Infelizmente, muitas pessoas têm teologias que negam ser o batismo essencial para a salvação; tentam fugir do que Jesus quis dizer, redefinindo o nascimento da água. Mas Jesus afirma que, para entrar no céu, o batismo se faz necessário.
Nascido do Espírito? Jesus explicou: O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é espírito (João 3:6). O nascimento do Espírito consiste numa transformação espiritual radical (veja Romanos 6). O ato físico do batismo, em si, não garante ingresso no reino. Ao batismo nas águas deve-se mesclar a transformação espiritual, ou seja, o renascimento do interior. Você nasceu de novo?

sábado, 21 de agosto de 2010


Os Anjos Derramam as Suas Taças (Apocalipse 16:1-21)




No capítulo 15, um dos quatro seres viventes deu as sete taças da cólera de Deus aos sete anjos, e o santuário se encheu com a fumaça da glória e do poder de Deus. Agora, aguardamos o trabalho dos anjos. Cada um derramará a sua taça, trazendo uma série de sete flagelos para castigar os adoradores da besta e os servos do dragão. Algumas dessas pragas nos lembram das pragas que Deus enviou para castigar os egípcios quando Moisés foi libertar o povo de Israel.

A Primeira Taça (16:1-2)

Deus está no santuário, envolto na fumaça impenetrável (15:8). Esta voz, então, é a voz de Deus dando ordem aos sete anjos.
Os anjos recebem a ordem de derramar as suas taças, trazendo a ira de Deus. A cólera ou furor de Deus vem em resposta à cólera do dragão (12:12) e à fúria da prostituição da grande Babilónia (14:8). Mas a cólera do dragão dura pouco tempo (12:12) enquanto esta fúria vem de “Deus, que vive pelos séculos dos séculos” (15:7).
A obediência imediata é característica dos servos fiéis ao Senhor. Deus mandou, e o anjo foi. A sua taça castiga a terra ou, mais precisamente, os adoradores da besta na terra.
Aqueles que cederam à pressão e participaram do culto imperial para evitar as conseqüências diante do governo romano (13:14-17) agora sofrem nas mãos do Soberano Rei dos Reis.
Como a sexta praga no Egito (Êxodo 9:8-9), os adoradores da besta foram afligidos por úlceras. Aquela praga atingiu os próprios magos, aqueles que induziam as pessoas a acreditarem em falsas religiões. (Êxodo 9:11). Esta afeta os participantes de falsa religião.

A Segunda Taça (16:3)

Já observamos que o mar, muitas vezes, simboliza a sociedade mundana (cf. comentários sobre o mar em 13:1, lição 22). Aqui o castigo vem sobre as nações rebeldes. O mar Mediterrâneo, também, foi o foco comercial do império romano. Qualquer praga que ataca o mar teria grande impacto financeiro (18:17-19).
Como na primeira praga no Egito, que causou a morte dos peixes (Êxodo 7:1-25), este flagelo causa a morte dos seres viventes no mar.
Pelo fato que todos os outros flagelos afligem pessoas, e não a natureza, podemos concluir que os seres viventes no mar são, também, homens. Este entendimento se torna mais forte com os flagelos que se seguem.

A Terceira Taça (16:4-7)

Rios e fontes são essenciais para sustentar a vida. Esta praga, como a praga no Egito, deixa os perversos sem água potável. Se não vier algum alívio, a conseqüência será a morte
Além do seu trabalho de derramar sua taça sobre os rios e as fontes das águas, este anjo tem uma proclamação.
Em executar uma parte do julgamento dos ímpios, o anjo percebe a justiça de Deus, e o adora. A justiça divina sempre foi motivo de louvor: “Levanto-me à meia-noite para te dar graças, por causa dos teus retos juízos” (Salmo 119:62). Deus é eterno, Santo e justo.
A água se torna em sangue porque os habitantes do mundo haviam derramado sangue inocente. Mais uma vez, observamos a ligação entre os castigos e a pergunta do quinto selo: “Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (6:10). Desde a morte de Abel, Deus ensinara aos homens o princípio da vingança de sangue: “Certamente, requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem” (Génesis 9:5).
Este motivo é citado frequentemente em outras profecias do Velho e Novo Testamentos para explicar o castigo de diversas pessoas – indivíduos, cidades e nações. Considere estes exemplos: Jerusalém e Judá foram castigados porque o rei Manasses derramou muito sangue inocente e fez Judá pecar com os seus ídolos (2 Reis 21:10-16); Jeoaquim, um dos últimos Reis de Judá, foi condenado pelo mesmo motivo (Jeremias 22:17-19); o derramamento de sangue inocente foi um dos motivos da opressão e do cativeiro do povo de Israel (Salmo 106:34-46); os profetas citaram o mesmo motivo quando falaram das conseqüências dos pecados de Israel e de Judá (Isaías 26:21; 59:3,7; Jeremias 7:6; Ezequiel 22:27). Uma outra passagem importante fala sobre a casa de Acabe, especialmente Jezabel, que foram castigadas por terem derramado o sangue dos servos, os profetas (2 Reis 9:7). Todas essas profecias foram cumpridas nos séculos antes da vinda de Jesus. Servem para entender a linguagem do Apocalipse, mas não para identificar o cumprimento principal destas profecias de João, feitas depois da morte de Jesus.
Uma profecia relevante ao contexto do Apocalipse se encontra em Joel. Depois de estabelecer Jerusalém espiritual (2:28 - 3:1), Deus reúne as nações para o julgamento no vale de Josafá (3:2). Os crimes são ofensas contra o povo do Senhor, inclusive o pecado de terem derramado sangue inocente em Judá. Esta vingança é ligada ao estabelecimento do reino de Deus e à sua habitação em Sião (3:17-21), temas principais no Apocalipse.
Quando chegamos aos evangelhos, as figuras mais próximas se encontram nos comentários de Jesus sobre os pecados dos judeus. Ele condenou os escribas e fariseus por imitar as atitudes dos seus ancestrais em matar profetas e justos (Mateus 23:29-36) e, logo em seguida, profetizou sobre a destruição de Jerusalém, uma profecia cumprida em 70 d.C. Comentários semelhantes são relatados em Lucas 11:45-52.
Observando a semelhança das palavras de Jesus e a condenação da meretriz do Apocalipse (16:6; 17:6; etc.), alguns estudiosos concluem que são profecias do mesmo castigo, e que a meretriz (Babilónia) do Apocalipse é a cidade de Jerusalém. Existem vários argumentos a favor dessa interpretação, e outros contra. Ainda comentaremos sobre a questão da data do livro em outros textos pela frente. Agora, a questão que precisamos abordar é esta: As semelhanças entre os comentários de Jesus e a linguagem do Apocalipse provam que a meretriz é Jerusalém? Na verdade, é a mesma questão que surgiu no capítulo 11, quando falou da “grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado” (11:8).
João usou a linguagem de Jesus junto com a linguagem de diversas profecias já cumpridas do Antigo Testamento para descrever o castigo de uma outra cidade ou povo que matava santos e profetas. Neste caso, a destruição de Jerusalém, já passada, serviria para enriquecer o pano de fundo da profecia contra os poderes romanos.
O ponto, por enquanto, é que linguagem semelhante não prova que os assuntos sejam idênticos. Este fato é importante no estudo de qualquer profecia da Bíblia. O fato de dois livros usarem figuras semelhantes não quer dizer que necessariamente falam do mesmo assunto. É claro que Jerusalém e os judeus mataram profetas e santos, mas o governo Romano, também, perseguiu e matou os servos de Jesus. Em qualquer dos dois casos, a ênfase do Apocalipse está na morte das testemunhas de Jesus (17:6), não na morte dos fiéis do Velho Testamento.
Novamente, voltamos ao quinto selo (6:9-11). As almas debaixo do altar pediram vingança, e Deus respondeu que teriam que esperar mais um pouco. Agora que o Senhor deu sangue para os opressores beberem, o altar proclama a justiça de Deus. A justiça divina pode demorar, mas ela vem! Pedro diz que qualquer demora na aplicação da justiça divina deve ser vista como uma demonstração da misericórdia e longanimidade de Deus (2 Pedro 3:7-10).

A Quarta Taça (16:8-9)

Nos primeiros quatro flagelos, como nas primeiras quatro trombetas (8:7-13), as forças da natureza são os instrumentos de Deus para castigar os homens perversos. O sol normalmente ilumina, possibilitando a vida. Em outras situações, Deus castigou os homens negando-lhes a luz do sol (8:12; Êxodo 10:21-23; Joel 2:32; Mateus 24:29). Esta vez, o castigo vem por meio do calor excessivo que queima, e serve para afligir os adversários do Senhor. Deus usa o fogo para destruir os seus inimigos (Salmo 97:3; 104:4). Da mesma maneira que algumas das pragas atingiram os egípcios e não os israelitas, as pessoas que sofrem sede por não terem água potável (16:4-7) são punidas com esta praga de calor insuportável, enquanto os fiéis que saem da grande tribulação são protegidos do calor e nunca terão sede (7:16).
O castigo vem por causa da injustiça dos homens, mas os ímpios ainda ousam levantar as suas vozes contra o Senhor. É triste observar como a mesma coisa acontece hoje. O sofrimento entrou no mundo por causa do pecado do homem, mas muitos usam a dor como motivo de questionar a justiça e negar a bondade de Deus. Alguns até rejeitam a existência de Deus por causa da injustiça do homem!
Os castigos vêm de Deus. Em vez de buscar perdão e clemência, os homens blasfemam o nome do Senhor.
Da mesma maneira que Faraó endureceu seu coração depois das pragas no Egito (Êxodo 7:22; 8:15,19,32; 9:7,12,34-35; 10:1,20,27; 13:15), este povo recusa a se arrepender. Não aceitaram o castigo como disciplina (3:19; Hebreus 12:5-6), e sim como motivo para rejeitar o Senhor. Quando pessoas hoje usam o sofrimento como motivo para negar a existência de Deus, cometem o mesmo erro fatal. Independente da fonte do sofrimento, devemos usá-lo para nos aproximar de Deus (Tiago 1:2-4; 2 Coríntios 12:7-10).


A Quinta Taça (16:10-11)

A besta não é o poder superior! O anjo de Deus derrama sua taça sobre o trono da besta, porque vem de um lugar mais alto. Homens enganados podem exaltar a besta (13:4), mas ela não é igual a Deus, nem ao mensageiro usado por Deus para derramar a sua ira.
A quinta trombeta trouxe escuridão e tormento (9:1-12), como também a quinta taça.
Os egípcios adoraram o sol, e Deus causou três dias de escuridão (Êxodo 10:21-23). Aqui o reino da besta se torna em trevas, provavelmente referindo-se ao engano das mentiras daquela que se apresenta como um Deus digno de adoração.
O reino da besta sofre dor insuportável. Enquanto o Senhor oferece refúgio e proteção aos seus servos (7:16-17), os servos da besta são atormentados.
Como fizeram na sexta trombeta (9:20-21) e na quarta taça (16:9), os ímpios ainda recusam a se arrependerem. É mais fácil colocar a culpa em Deus do que aceitar a responsabilidade pelo próprio pecado. Diferente das pragas do Egito, onde cessou uma antes de começar a próxima, estes flagelos continuam. Chegamos à quinta taça, e os homens ainda estão sofrendo com as aflições que começaram na primeira (16:2). As obras dos pecadores são o motivo do castigo, em contraste com as obras dos santos que são as roupas puras que usam na presença do Cordeiro (19:8).

A Sexta Taça (16:12-16)

Esta figura apresenta algumas dificuldades, e as explicações dos comentaristas são diversas. Quais Reis vêm do oriente? É o mesmo exército que os espíritos imundos se ajuntam nos versículos seguintes, ou é o povo de Deus vindo para estar com ele diante das ameaças dos servos do diabo?
Por vários motivos, parece-me mais razoável ver aqui os servos de Deus. Considere:
Quando Deus voltou para abençoar seu povo e habitar no meio dele, sua glória “entrou no templo pela porta
que olha para o oriente” (Ezequiel 43:4).
Todas as pessoas na Bíblia que atravessam corpos de água em terra seca são os servos de Deus sob a sua proteção, não os seus inimigos: os israelitas na saída do Egito (Êxodo 14:15-25; Salmo 106:9-10); os israelitas na entrada em Canaã (Josué 3:12 - 4:18); Elias e Eliseu juntos (2 Reis 2:4-8); Eliseu sozinho (2 Reis 2:13-14). Na profecia de Isaías 11:15-16, Deus seca o Eufrates para permitir o restante do seu povo escapar do cativeiro. Em Isaías 51:10, Deus secou as águas do mar para deixar passar os remidos (cf. Zacarias 10:10-12).
Exércitos são representados como águas ou rios, até pelas águas do Eufrates (Isaías 8:7-8), e o vento de Deus seca e espalha essas águas (Isaías 17:12-14).
O exército que vem do Eufrates na sexta trombeta é de Deus, trazendo fogo e enxofre e matando a terça parte dos homens ímpios (9:13-21).
Baseado nestas observações, o que vemos aqui é  a ação de Deus para vencer o poder militar dos ímpios e deixar os seus fiéis atravessarem o Eufrates em terra seca para chegar ao Senhor. É uma imagem do povo voltando do cativeiro para habitar na presença de Deus, e para ficar com o Senhor contra o diabo e seus servos.
O diabo e seus dois principais aliados: a besta (do mar) e o falso profeta (a besta da terra, que induz as pessoas a adorarem a besta do mar). Sabemos que tudo que sai da boca deles é mau, pois o diabo é o pai da mentira (João 8:44).
Saindo da boca destes três personagens, obviamente são imundos. Rãs são mencionadas aqui e nas referências à segunda praga no Egito (Êxodo 8:1-15; etc.). No Antigo Testamento, foram consideradas imundas e, por isso, abominações (Levítico 11:9-10).
É uma batalha espiritual, e os servos do diabo vêm com seus sinais para enganar os homens. Foi por causa dos sinais dos magos que Faraó endureceu seu coração nas primeiras pragas (Êxodo 7:22). Paulo falou dos sinais da mentira usados pelo iníquo para enganar os homens (2 Tessalonicenses 2:9-12).
Estes espíritos têm um objetivo específico. Querem enganar os Reis do mundo. Novamente, a figura destaca a influência mundial do dragão e de seus aliados, um fato que se enquadra bem com as características do império romano identificado no capítulo 13.
O propósito dos espíritos enganadores é colocar os Reis contra Deus. Desde o Éden, o Diabo tem procurado criar inimizade entre Deus e os homens. Ele distorceu e contrariou as palavra de Deus para enganar Eva, e vem fazendo a mesma coisa ao longo da história. Aqui, os servos dele têm o propósito de ajuntar os Reis da terra contra os servos de Deus.
A peleja pode ser uma batalha física, como a batalha entre Israel e Síria, em que um “espírito mentiroso na boca de todos os ... profetas” de Acabe enganou o rei para provocar a guerra (1 Reis 22:1-28). Pode ser uma batalha espiritual, como as batalhas contra os príncipes da Pérsia e da Grécia em Daniel 10:13-21. Pode incluir os dois aspectos, como a luta do Faraó contra Deus, que envolveu tanto a batalha espiritual de um coração obstinado como o exército do Egito que morreu no Mar Vermelho. Independente da natureza da batalha em si, o resultado seria o julgamento dos povos rebeldes, semelhante a cena no vale da Decisão em Joel 3. Deus vai julgar os Reis enganados pelos espíritos que saem da boca do dragão, da besta e do falso profeta.
Antes de deixar João continuar o relato do trabalho dos espíritos imundos, Jesus interrompe com uma mensagem de exortação aos fiéis.
A figura do ladrão é utilizada na Bíblia para enfatizar o julgamento repentino e a falta de preparo das pessoas julgadas. Representa as conseqüências naturais do pecado e da negligência nesta vida (Provérbios 6:9-11), como também a vinda do Senhor para julgar (Lucas 12:35-40; Mateus 24:42-43; 1 Tessalonicenses 5:2-4; 2 Pedro 3:10; Apocalipse 3:3). A ênfase está na preparação para a chegada do Senhor.
Esta é a terceira de sete bem-aventuranças no livro (veja a lista na lição 3). A pessoa preparada, que não teme a vinda do Senhor, vigia e aguarda o Senhor (cf. Mateus 25:1-13). Guardar as vestes indica a pureza dos fiéis, que “não contaminaram as suas vestidura e andarão de branco” (3:4; cf. Tiago 1:27). A nudez, por outro lado, mostra a impureza de pessoas despreparadas, como a igreja em Laodicéia (3:17). Quando Adão perdeu a sua inocência e ouviu a voz de Deus no jardim, ele se escondeu porque estava nu e envergonhado (Génesis 3:8-10). A nudez representa a vergonha, especialmente a vergonha de castigo (Ezequiel 16:36-37; Oséias 2:9-10; Miquéias 1:1; Naum 3:5).
A batalha não acontece no capítulo 16. Teremos que esperar até o capítulo 19 para ver o resultado desta guerra. No momento, o Senhor quer mostrar o lugar da batalha . Armagedom. Esta palavra aparece somente aqui, mas o próprio versículo diz que ela é de origem hebraica. A palavra significa “monte de Megido” ou “cidade de Megido”, e nos lembra do significado da região de Megido em batalhas decisivas do Antigo Testamento. Foi o local da vitória de Israel sobre Jabim e Sísera (Juízes 4 e 5, especialmente 5:19). Josias morreu da ferida que sofreu na batalha contra Neco, rei do Egito, no vale de Megido (2 Crônicas 35:22-24). Outras batalhas na região de Jezreel e Megido incluem: a vitória de Gideão sobre os midianitas (Juízes 7); a batalha final de Saul contra os filisteus (1 Samuel 31). Quando Jeú, encarregado com a exterminação da casa de Acabe, mandou matar Acazias, rei de Judá, este morreu em Megido (2 Reis 9:27). Armagedom, então, representa um lugar de julgamento e de batalhas decisivas. Certamente, Deus julgará e aplicará a sua justiça!

A Sétima Taça (16:17-21)

Especialmente quando pensamos nos paralelos entre as taças e as trombetas (veja a tabela comparativa no início desta lição), chegamos à última taça esperando o cumprimento da ira de Deus. Encontraremos mais detalhes nos capítulos 17 e 18, mas a segunda voz já anunciou a queda da Babilónia (14:8). A vitória sobre os Reis da terra será declarada no capítulo 19, mas já sabemos que os povos enganados aguardam em Armagedom, onde Deus pronunciará a sentença de condenação (16:16). Atrás de todos os Reis e atrás da cidade mundana jaz a influência do dragão, o diabo. A sétima taça leva a batalha à casa do Adversário. A taça é derramada pelo ar, diretamente atingindo “o príncipe da potestade do ar” (Efésio 2:1). Satanás é o príncipe deste mundo (João 12:31; 14:30; 16:11) e o “deus deste século” que cega os incrédulos (2 Coríntios 4:14). Há mais informações pela frente, mas o fato importante já ficou evidente. O diabo perde. Jesus e seus servos são os vencedores.
A voz vem do trono que está no santuário. Deus está no santuário, e ninguém mais podia entrar até que se cumprissem os sete flagelos (15:8).
As palavras enganadoras dos espíritos imundos podem conduzir os Reis da terra a uma falsa expectativa de vitória, mas o verdadeiro vencedor é o próprio Senhor. Quando ele declara o seu plano cumprido, podemos ter certeza da vitória dos fiéis.
É de Deus! São os sinais que saem do trono de Deus (4:5) e do altar que se acha diante do trono (8:5). São os sinais que vêm do santuário depois da sétima trombeta (11:19). Aqui, estes sinais reforçam as palavras da voz do santuário. Está feito!
Há uma tendência por parte de muitas pessoas de entender expressões proverbiais de forma literal. Mas, da mesma maneira que falamos do “melhor dia da minha vida” ou dizemos “eu nunca vi nada igual”, a Bíblia também emprega provérbios que não devem ser interpretados literalmente. Podemos ilustrar a linguagem proverbial comparando duas afirmações sobre Jerusalém. Deus falou da destruição de Jerusalém em 586 a.C. nestas palavras: “Executarei juízos no meio de ti, à vista das nações. Farei contigo o que nunca fiz e o que jamais farei, por causa de todas as tuas abominações” (Ezequiel 5:8-9). Literalmente nunca fez e jamais faria coisa igual? Não! O próprio Jesus falou da mesma cidade 600 anos depois, e disse: “Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (Mateus 24:21). Se Ezequiel e Jesus falassem literalmente, as suas palavras se contradiriam. Mas são expressões proverbiais. Não precisamos procurar a maior tribulação da história para acreditar e entender as palavras de Ezequiel e as de Jesus, e não precisamos procurar o pior terremoto da história para acreditar na profecia da sétima taça. Nem precisamos de um terremoto literal para entender o ponto. Mas não devemos diluir a mensagem e perder o impacto. Deus disse “Feito está!” e chamou atenção a suas palavras com sinais assustadores.
Encontramos, novamente, a grande cidade que recebe a cólera de Deus. Como observamos na lição 25, há um contraste importante no livro entre a cidade santa, a nova Jerusalém e a grande cidade mundana, a Babilónia. A grande cidade representa a corrupção de uma cidade que vivia da prostituição de suas relações comerciais com as nações, e destaca mais uma característica do poder do império romano. A besta do mar enfatiza seu poder de dominar, especialmente o poder militar dos Reis. A besta da terra representa seu poder religioso, a religião imperial pela qual as pessoas foram obrigadas a adorarem Roma ou seus imperadores. A Babilónia destaca as relações comerciais pelas quais Roma dominava a economia mundial. O sétimo flagelo fala do castigo da grande cidade Babilónia, que será descrito em mais detalhes nos capítulos 17 e 18.
A divisão em três partes enfatiza a derrota total da grande cidade. Ezequiel dividiu a cidade de Jerusalém, simbolicamente, em três partes, para mostrar a destruição total dela (Ezequiel 5:1-4). A Babilónia é ferida por três flagelos em um só dia (18:8), frisando a sua destruição total.
As cidades das nações dependiam da grande cidade. Quando ela cai, elas também caem. O lamento dos Reis e comerciantes em 18:9-19 mostra como a queda da Babilónia teria impacto enorme nas outras nações. Não teriam mais o seu mercado principal, causando um colapso económico geral.
Já observamos o significado do cálice da ira de Deus na lição 25 (14:10). Os adoradores da besta beberiam deste cálice. Agora aprendemos que a própria Babilónia, a mesma que deu às nações o “vinho da fúria da sua prostituição” (14:8) teria que beber da ira de Deus (cf. 18:5-6).
Este versículo reforça o sentido do anterior, mostrando os efeitos mundiais da queda da Babilónia. A linguagem nos lembra do sexto selo (6:12-17). Quando Deus desce para julgar, “os montes debaixo dele se derretem” (Miquéias 1:4; cf. Naum 1:5; Salmos 18:7-15; 97:5). As ilhas, por serem espalhadas e ocupadas por diversos povos, são ligadas às nações (Génesis 10:5; Isaías 40:15; 41:1; Sofonias 2:11). Quando Ezequiel profetizou a queda de Tiro, uma cidade que vivia do comércio no mar Mediterrâneo, ele falou de seu impacto nas ilhas: “Agora, estremecerão as ilhas no dia da tua queda; as ilhas, que estão no mar, turbar-se-ao com a tua saída” (Ezequiel 26:18). Da mesma maneira, o castigo de Roma prejudicaria as ilhas e os povos de toda a extensão do império
Chuva de pedras de 45 quilogramas cada! Lembrando que os flagelos são cumulativo (16:10-11), podemos imaginar o sofrimento dos adoradores da besta. Têm úlceras, não têm água, sofrem sobre o calor intenso do sol, e agora vem chuva de pedras enormes!
Todo este sofrimento deve ser motivo para se arrependerem, mas continuam endurecendo os corações. Não admitem os seus erros, nem a justiça de Deus.

Conclusão

A besta da terra tem poder para afligir e até matar os servos de Deus, aqueles que recusam adorar a besta. Mas Deus mostra seu poder para castigar com muito mais severidade os adoradores da besta. Os sete flagelos trazem sofrimento incrível aos seguidores da besta, mas eles ainda não se humilham diante de Deus.

sábado, 8 de maio de 2010



A Armadura de Deus Efésios 6: 10-20.




É importante dizer que Efésios era uma cidade litorânea ao sudeste da Ásia Menor (hoje Turquia) famosa pelos centros comerciais, de arte e de ciência. Como a principal cidade (metrópole) da província da Ásia ela era um importante centro pagão. Nela encontrava-se o templo (Artêmis ou Diana), à qual a cidade foi dedicada. Aí estava o centro da magia pagã que se originou dos mistérios de Artêmis: usava-se como amuleto palavras misteriosas colocadas em pedacinhos de pergaminho e imagens da deusa e de seu templo, dando bons lucros aos artífices. E Paulo fez de Efésios um centro de evangelização por uns três anos (At. 19.10), e segundo parece, a igreja ali floresceu por algum tempo, mas posteriormente precisou de advertência de Jesus, conforme carta em Apocalipse 2:1-7. Em Efésios moravam também muitos judeus que tinham lá a sua sinagoga.
Irmãos esclarecendo esta passagem, dizendo que o Apostolo Paulo, estava prisioneiro em Roma, vendo os soldados constantemente, começou a observar que eles tinham uma roupagem especial para o serviço diário, então o Espírito Santo abriu-lhe o entendimento e passou a aplicar cada peça da armadura de guerra ao caráter cristão. Assim, apresenta-nos a armadura de Deus.
O soldado Romano tinha uma luta contra inimigos visíveis, mas o Cristão deveria lutar contra inimigos invisíveis (v.12), uma guerra espiritual. Esta luta não se faz pela força humana, nem com armas humanas, mas no poder de Deus.
Há quem queira vencer o maligno pela força física. Saiba que a nossa luta não é contra o sangue e a carne humana, e sim contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais. Então logo, precisamos de uma armadura espiritual, mas antes devemos estar fortalecidos no poder do Senhor; então estaremos prontos para vestir a armadura e poderemos guerrear e com isso resistirmos no dia do mau e permanecermos inabaláveis.
Diferentemente de várias das outras cartas que Paulo escreveu, Efésios não lida com nenhum erro ou heresia em particular. Paulo escreveu para expandir os horizontes de seus leitores, a fim de melhor compreenderem as dimensões do propósito eterno de Deus e da sua graça, passando a valorizar os alvos sublimes que Ele estabeleceu para a igreja.
Então podemos afirmar que, Deus nos apresenta as poderosas armas que Ele criou para que as usássemos e que não apenas nos protegerão e nos tornaram invulneráveis aos ataques de satanás, como também nos farão Perfeitos e Plenamente Equipados. Elas nos possibilitam crescer e amadurecer até a Estatura Plena de Jesus Cristo, para nos tornarmos guerreiros espirituais poderosos, como Ele! Por isso, Jesus ordena que revistamo- nos delas, e assim analisando detidamente as peças dessa armadura, percebemos que cada uma descreve um atributo de Jesus Cristo.

As armas defensivas:

Efésios
O Senhor equipou Sua Igreja com uma armadura sobrenatural para que ela exerça domínio sobre o reino da maldade e resista às suas forças, a fim de sair da guerra sã e salva.
O capacete, O Messias prometido colocou o capacete da salvação e não há outro nome pelo qual podemos alcançar a salvação, Paulo faz esta peça representar a salvação, possivelmente referindo-se a Isaías (59.17). A salvação protege o homem em Cristo de ser desintegrado sob os efeitos condena dores do pecado.
O cinto da verdade, Jesus afirmou: Eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jô 14.6).
A couraça da justiça, Jesus é justo e se vestiu de justiça (Is. 59.17) ele se tornou a nossa justiça (1Co. 1.30), e somos justificados com Ele (2Co. 5.21)
Prontidão do Evangelho da Paz, Jesus apresentou o Reino, pregando “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo” (Mt4.17)
O Escudo da Fé, Jesus é o “autor e consumador da nossa fé (Hb 12.2).
A Espada do Espírito é A palavra de Deus, Jesus é a palavra viva, no princípio era aquele que é a palavra. Ele estava com Deus, e era Deus, a palavra tornou-se carne e viveu entre nós (Jó 1.1,14).
E com essas armas todo cristão se tornaria um Guerreiro espiritual forte, maduro, imutável e invencível. Então notem que quando Paulo disse aos cristãos de Éfeso que vestissem toda a armadura de Deus, na verdade estava afirmando: Sejam revestidos de Jesus Cristo e Paulo fizera uma revelação aos Gálatas de que: Os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiam. Com isso fica claro a nós que, quando estabelecemos essa união espiritual com Cristo, tornando- nos um com Ele e sabendo que Ele está em nós, colocamos- nos diante do inimigo Aperfeiçoados e Plenamente Equipados, tendo a estatura plena de Jesus Cristo!
Por sermos revestidos de Cristo, fomos justificados, conhecemos e declaramos a verdade que liberta o ser humano, temos a fé divina, fomos salvos, lavados e justificados, temos a Palavra Viva de Deus, habitando em nós e estamos preparados em todo o tempo para proclamar o evangelho de Jesus ao Mundo Perdido.



E todos digam em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo e digam Amém.

sábado, 24 de abril de 2010















Daniel na Cova dos Leões 6:1-27.


O Senhor guardará você de todo perigo, Salmos 121:7.
Há muito tempo atrás, existia dois homens Israelitas chamados Daniel e Neemias, também foram obrigados a viver na terra de seus inimigos tais como Mardoqueu e Ester. Daniel e Neemias também adoravam o Deus verdadeiro e se tornaram grandes homens de Deus.
Eles também eram judeus ou Israelitas. Eles foram levados pelos seus inimigos para a terra da Babilônia. O rei da Babilônia queria que eles o servissem. Portanto tiveram que aprender a língua e os costumes da Babilônia. Mas Daniel e os seus três amigos recusaram-se a comer a comida rica do rei. Isto era contra os costumes dos Judeus. Eles queriam guardar as leis de Deus e honrá-lo, por isso pediram que lhes dessem vegetais para comer e apenas água para beber. O homem que estava a guardá-los ficou com medo que eles ficassem magros e doentes. Mas Deus cuidou deles e se tornaram mais saudáveis e sábios do que todos os outros homens que serviam o rei da Babilônia.
Então vejam como, tudo o que acontece neste mundo está sobre o controle deste Deus Poderoso do qual Daniel falava o rei da Babilônia, chamado Nabucodonosor, teve um sonho. Ele pediu aos seus sábios e feiticeiros para lhe dizerem o que ele tinha sonhado e o seu significado. Mas nenhum deles conseguiu dizer-lhe, por isso ele decidiu matá-los a todos. Então Daniel e os seus amigos oraram a Deus, e Deus revelou o sonho do rei a Daniel. Daniel foi à presença do rei e disse, há um Deus no céu que revela mistérios. Ele mostrou ao rei Nabucodonosor o que vai acontecer no futuro. Daniel disse ao rei que no seu sonho ele tinha visto todos os reinos do mundo, e que também viu um reino mais poderoso o qual os destruiu a todos. Aquele era o Reino de Deus o qual permanece para sempre. O rei ficou satisfeito com as palavras de Daniel. Aos sábios e feiticeiros foi-lhes permitido viver e Daniel foi nomeado governador ‘dirigente’ abaixo do rei sobre toda a Babilônia.
Daniel tinha muito poder na terra da Babilônia. Alguns dos outros oficiais tinham muita inveja dele. Mas não conseguiram encontrar nenhuma falta nele, porque Daniel obedecia ao rei. Então os inimigos de Daniel foram até o rei e disseram, ó rei deveria decretar uma ordem ‘fazer uma lei’, a qual deve dizer que qualquer um que fizer uma oração a qualquer deus ou homem, durante os próximos trinta, dias exceto a ti ó rei, deverá ser lançado na cova dos leões. “O rei concordou com os homens e fez a nova lei. Daniel ouviu acerca da nova lei do rei, mas continuou a orar a Deus três vezes ao dia como fazia antes. Quando os seus inimigos o viram a orar, foram ter com o rei e disseram Daniel não está a obedecer à lei que fizeste.
O rei não queria que Daniel morresse na cova dos leões, mas ele não podia mudar a lei. Portanto Daniel foi lançado aos leões. Logo ao alvorecer, o rei se levantou e correu para a cova dos leões e gritou, ‘Daniel, servo do Deus Vivo’, será que o seu Deus, a quem você serve continuamente, pôde livrá-lo dos leões? E Daniel respondeu: Ó rei, vive para sempre o meu Deus enviou o seu anjo, que fechou a boca dos leões. Eles não me fizeram mal algum, pois fui considerado inocente à vista de Deus. Também contra ti não cometi mal algum, ó rei.
E com isso o rei muito se alegrou e ordenou que tirassem Daniel da cova. Quando o tiraram da cova, viram que não havia nele nenhum ferimento, pois ele tinha confiado no seu deus.
E por ordem do rei, os homens que tinham acusado Daniel foram atirados na cova dos leões, junto com as suas mulheres e os seus filhos. E, antes de chegarem ao fundo, os leões os atacaram e despedaçaram todos os seus ossos.
Agora veja como é forte isso irmãos o rei Dario escreveu aos homens de todas as nações, povos e línguas de toda a terra:
“Paz e prosperidade!
“Estou editando um decreto para que em todos os domínios do império os homens temam e reverenciem o Deus de Daniel. Pois ele é o Deus vivo e permanece para sempre; o seu reino não será destruído, Ele livra e salva; faz sinais e maravilhas nos céus e na terra e ele livrou Daniel do poder dos leões.
Essa é a pregação de hoje não precisamos ter medo daquilo que os homens nos possam fazer. Devemosconfiar no Deus vivo que ajudou Daniel e os seus amigos. Mesmo que os homens nos matem, nós ainda temos esperança, porque Jesus veio de Deus para dar a vida eterna a todos aqueles que o amam e o servem.

E todos digam Gloria ao Pai ao Filho e ao Espírito Santo e todos digam Amém.

sábado, 10 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lucas Cap. 19 Zaqueu, o Publicano

As palavras do nosso texto são o comentário do próprio Jesus com respeito ao que tinha acontecido logo antes nos versos anteriores. O encontro entre Jesus e Zaqueu, e a conseqüente salvação deste, tudo isto aconteceu porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

Quando entendemos a razão pela qual Jesus se encontrou com Zaqueu, nós vemos neste encontro um comentário sobre todo o ministério de Jesus, tanto quando “Ele” estava aqui na terra, quanto agora em nossos dias quando, Ele, continua andando no meio da história do mundo e da igreja. O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido isto era, e ainda é, o propósito de Jesus.
Jesus está dirigindo os seus passos para Jerusalém pela última vez. A cruz está se aproximando. Tem pouco tempo ainda para o Senhor trabalhar nesta terra antes da sua morte. Nesta situação, não seria uma surpresa para nós se Jesus fosse mais e mais voltado a se mesmo. Qualquer pessoa que vai enfrentar um grande desafio e um profundo sofrimento precisa se concentrar, esquecer aqueles ao seu redor, e juntar toda sua força para se fortalecer. Mas Jesus não. Vemos, Ele, trabalhando e fiel nos seus deveres até o último momento. “Ele” amou os, Seus, até o fim, até o momento que a morte desceu sobre, “Ele”.
Alguns momentos antes de entrar na cidade de Jericó, Jesus tinha ajudado um cego; agora, logo depois de entrar na cidade, ele está buscando um publicano. Não é por acaso que, “Ele” se encontra com Zaqueu. Jesus não vivia por acaso. “Ele” sempre estava cumprindo o plano de Deus. Convém-me ficar hoje em tua casa. Tudo que Jesus fez “Ele” fez de propósito.
O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido, sendo assim podemos nos perguntar para que, “Ele” veio
Em Mateus, Marcos e Lucas não falam muito sobre a existência de Jesus antes do seu nascimento; pelo menos, não da mesma forma que o evangelho de João fala. Mas, aqui de uma forma muito simples, temos uma afirmação da eternidade de Jesus. “Ele” veio no mundo. Isto pressupõe e deixa claro que, “Ele” tinha uma existência fora deste mundo.
A afirmação de Jesus deixa bem claro que toda sua vida aqui na terra tinha um só propósito e objetivo: “Ele” veio buscar e salvar o perdido. É para isto que, “Ele” nasceu! Então vemos na vida de Jesus uma dedicação e uma concentração tão profunda e estreita sobre um só objetivo que nenhuma outra pessoa pode experimentar ou imitar. Jesus vivia para cumprir sua missão. A vontade de Deus para a sua vida era o seu alimento e a sua bebida. Nenhuma palavra, “Ele” falou, nenhum passo, “Ele” tomou nenhum ato, ”Ele” realizou a não ser para cumprir a razão da sua vinda.
Jesus deixou uma realidade no céu onde não há necessidade de buscar e salvar, pois todos vivem seguros e abençoados no Senhor. Entendemos ainda melhor o que isto significa quando olhamos o título que Jesus usa para se descrever. “O Filho do homem”. Em outro lugar, Jesus falou que “O Filho do Homem”, não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. Na profecia de Daniel, aprendemos que o título “Filho do Homem”, e outro nome para descrever o Messias.

Daniel: 7- v13, 14:
13- Em minha visão à noite, vi alguém semelhante a um filho de homem, vindo com as nuvens dos céus. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença.
14- Ele recebeu autoridade, glória e o reino; todos os povos, nações e homens de todas as línguas o adoraram. Seu domínio é um domínio eterno que não acabará, e seu reino jamais será destruído.
Quando entendemos quem é o “Filho do Homem” que “Ele” é o próprio Deus, que mora em luz inacessível nós entendemos a imensidade da graça de Deus. É como Paulo fala (2 Cor 8:9), Pois vocês conhecem a graça de nosso senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos. Então vejam o que Jesus fez, ele deixou toda a sua riqueza toda sua glória divina, toda sua majestade de lado, e “Ele”, veio e desceu! Para buscar e salvar o perdido.
Nós achamos difícil ter muito contato com pessoas de um nível muito mais baixo do que o nosso nível econômico ou social ou espiritual. Mas para Jesus, isto era o propósito da sua vida! E por isto, quando as pessoas murmuravam, dizendo que “Ele”, se hospedara na casa de um homem pecador, Jesus não quis simplesmente justificar este ato, mas “Ele”, fez uma declaração sobre o propósito de toda a sua vida, e de toda a sua vinda. “O Filho de homem veio para buscar e salvar o perdido.” Isto é o significado da minha vida!
Jesus, “O Filho do Homem”, “O Messias”, não deixou sua glória e majestade de lado para vir na terra e ver o que iria acontecer. Jesus possuía, tanto conhecimento e poder divino quanto era necessário para realizar a sua missão, o seu propósito. O amor é muito importante na salvação, mas o amor sozinho não pode achar e salvar o pecador. Precisa-se dos poderes divinos de onisciência e onipotência. Em outras palavras, para salvar pecadores, Jesus precisa de fazer mais do que apenas amá-los. Ele precisa ter condições de sondar os seus corações, e transformar as suas vidas.
Era para isto que Jesus fazia todos os seus milagres! Para proclamar publicamente que “Ele” tinha o direito, e o poder, de dizer a um miserável pecador, “Os teus pecados te são perdoados”.
É este poder divino que Jesus nos mostra claramente no seu encontro com Zaqueu. Ele entra à cidade, caminha até a árvore onde Zaqueu tinha subido. Não é por acidente que Jesus levanta os seus olhos para enxergar Zaqueu. É um ato deliberado, um ato de divino poder. Jesus está buscando algo pelo qual “Ele”, tinha vindo. E mesmo se o texto deixar bem claro que os dois nunca tinham se conhecido antes, Jesus chama o nome de Zaqueu.
Ninguém pode se esconder deste olhar! É o mesmo olhar que, enxergou Adão e Eva se escondendo atrás das árvores, e que até hoje, enxerga todo pecador, qualquer que seja os artifícios usados para esconder-se, e alcança o pecador em qualquer lugar, que ele esteja, atrás da sua própria justiça, desesperando-se nas profundezas da sua culpa e miséria, se enganando nas alturas do seu próprio orgulho, e de sua soberba.
Jesus, “O Filho do Homem”, tem esta percepção divina. Ele não precisa perguntar onde está o pecador perdido e miserável. Ele enxerga onde está o pecador, com toda sua culpa e sua vergonha e sua miséria.
Eles falam muito sobre a curiosidade de Zaqueu, querendo buscar Jesus. As lições da escola dominical para crianças não cansam de falar sobre este aspecto. Mas quem está buscando quem? Vemos Jesus exercendo todo o controle da situação. Vemos também que Jesus sabe muito bem onde está o pecador perdido. Da mesma forma que Jesus tinha visto Natanael debaixo da figueira, Jesus já tinha visto Zaqueu. Vemos Jesus indo até a árvore certa. Vemos Jesus até chamando Zaqueu pelo nome. Então, quem está buscando quem?
Mesmo que Jesus tivesse usado a curiosidade de Zaqueu. Então isso não mudaria de forma alguma o fato que tudo estaria acontecendo conforme a soberania do Senhor! Fica claro que o Senhor Jesus pode escolher entre milhares de possibilidades de se encontrar conosco. Mas quantos de nós aqui teríamos sido salvos, se o Senhor tivesse esperado até que nós achássemos a Ele?
Percebemos o Divino Poder e Majestade de Jesus não somente por causa da sua percepção e seu chamado divino em outras palavras, a sua divina onisciência. Também as conseqüências do chamado nos ensinam algo com respeito a Jesus.
Zaqueu, desça depressa, quero ficar em sua casa hoje. Aqui Jesus manifesta seu soberano poder. Ele achou Zaqueu, e Ele chamou Zaqueu com aquele chamado poderoso e eficaz que faz os cegos ver, os coxos andarem, os surdos ouvirem, e os mortos ressuscitarem. É a voz do bom Pastor Zaqueu logo reconhece, e ele desce logo para segui-lo com alegria. É a Voz de Deus que Zaqueu ouviu! A mesma voz que no princípio disse, haja luz, e houve luz. É a Palavra de Deus, à palavra poderosa e criativa pela qual “Ele” criou o mundo, e pela qual “Ele” cria novas criações a cada vez que “Ele” transforma um pecador morto em filho da luz.
Tanto o seu título “Filho do Homem”, quanto à forma da sua vinda, mostra quem é Jesus. Ele é a imagem do Deus Invisível. Ele é o Salvador todo poderoso. Ele sabe tudo e conhece todos; Ele é soberano em sabedoria e conhecimento e em Poder.
Agora que entendemos que Jesus se revela como o “Filho do Homem”, O Messias, divino, soberano, onisciente, e todo-poderoso, podemos continuar com o nosso texto para vermos qual é a obra que “Ele”, veio realizar. Para que Ele veio? “O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”.
Tem uma relação estreita entre Salvador e Perdido, entre Salvação e Perdição. Se não entendemos Quem é o Salvador, não vamos entender corretamente o que é ser perdido. E, igualmente, se não enxergamos bem o que significa ser “Perdido”, não iremos entender bem o que significa a palavra “Salvar”.
Jesus não veio apenas “Buscar”. Ele não veio apenas procurar pessoas que já estão aptos para entrar no seu reino. Não veio apenas “Buscar”, candidatos merecedores do seu amor, pessoas que eram amáveis em si mesmas. Não! Ele veio “buscar e salvar o perdido”.
A palavra, “Perdido”, não se refere a uma idéia vaga de miséria. Tem um significado bem específico, algo que pertencia a alguém se perdeu! Jesus está dizendo em primeiro lugar que o pecador falta a Deus! Deus criou o homem como o seu próprio filho em Adão, mas o homem está deixando a desejar neste relacionamento agradável que havia no paraíso. O homem se perdeu, está afastado de Deus, afastado da luz do rosto de Deus. Por isto a sua vida não tem mais sentido, os seus relacionamentos e as suas atividades, e sua vida estão em trevas. Por causa de não estar em comunhão com Deus, o homem não consegue estar em comunhão com nada e ninguém. Ele sofre conflitos com toda a criação, o seu ambiente, o seu trabalho, e em todos os seus relacionamentos. Vive em brigas e contendas, odiando uns aos outros, e sendo odiado. E pior, o fato de ser perdido alcança até ao íntimo do homem, pois dentro da sua própria alma ele está cheio de dúvidas e conflitos e forças destruidoras.
Quando entendermos que somos perdidos por natureza, entenderemos como precisamos de Jesus Cristo. Precisamos de Jesus para nos buscar, e achar, e trazermos de volta ao Pai! Como aquela ovelha miserável e perdida que só têm esperança se o Bom Pastor vem buscá-la e carregá-la nos seus braços fortes e seguros. Como Pedro diz em 1Pe 2:25, “Pois vocês eram como ovelhas desgarradas, mas agora se converteram ao Pastor e Bispo de suas almas.” É isto que Jesus faz! Ele nos traz de volta ao nosso Dono! Ele nos faz parte de um povo que é a propriedade exclusiva de Deus!
Mas a palavra, “Perdido” não significa somente o fato de ser afastado daquele que tinha posse. Significa muito mais ainda. A palavra grega significa tanto “Perdido” quanto “Destruído”. Quando entendermos isto, entenderemos que a salvação é muito mais do que simplesmente ter a consciência que pertencemos a Deus. “Pois, o que é Perdido” pode também ser traduzido, “o que está arruinado, dedicado a destruição”.
As palavras de Jesus são uma descrição da total perdição no qual caímos quando somos afastados de Deus. O que é perdido é dedicado a perdição, a total destruição. Não devemos ignorar este aspecto da realidade que Jesus nos ensina. O problema do homem não é simplesmente que ele está afastado de Deus. O problema é que, sendo afastado de Deus, o homem está correndo para a perdição. Já o caminho para a perdição está cheio de amostras da destruição total que lhe esperam. Os sofrimentos e misérias desta vida já são as primeiras experiências dos eternos sofrimentos que esperam o homem nas chamas do inferno. Da mesma forma que o crente já começa nesta vida a experimentar a vida eterna, o pecador perdido já começa experimentar nesta vida a morte eterna.
Isto é de suma importância para o nosso ensino como Igreja. É preciso muito mais do que uma simples afirmação que o Homem está afastado de Deus. Precisamos enfrentar o pecador com todo o horror do seu miserável estado. Devemos colocar em sua frente o espelho para mostra a profundeza do seu pecado e miséria. É como o filho pródigo, quando ele percebeu que estava perecendo de fome, ele se lembrou da abundância de pão na casa do seu Pai.
Jesus veio buscar e salvar o perdido. Ele veio salvar pessoas que estão andando, correndo, no caminho da perdição. Um dos primeiros passos neste processo de salvação é que o Senhor Jesus, por meio da “Sua Palavra”, mostra ao pecador a horrível verdade com respeito a sua miséria. Por isto a Igreja de Cristo não convida simplesmente pessoas, para irem à igreja! “É uma igreja amável, calorosa, aconchegante”. A Igreja não está amando o pecador quando ela faz convites supérfluos e rasos. A Igreja ama o pecador quando ela prega uma mensagem que mostra a cruel realidade da perdição na qual ele esta vivendo e para a qual ele está correndo. Quando o pecador, pela graça de Deus, enxerga a sua realidade, e todo o seu pensamento se volta para buscar libertação, curas, prosperidade, por um momento isso foge da sua cabeça, ele só enxerga a profunda miséria e perdição do seu estado, e ele clama por um encontro real com Jesus Cristo.
Todo homem precisa deste encontro. Literalmente, o texto diz que Ele veio “buscar e salvar o que é perdido”. Em outras palavras, Jesus veio buscar e salvar pessoas de todas as classes sociais e econômicas e de qualquer credo religioso. Ele não veio salvar apenas pessoas que têm condições de dar um maior dízimo. A nossa natureza é a mesma do que a natureza dos fariseus na época de Jesus. Tem classes de pessoas que até achamos que não vale a pena gastar o nosso tempo com eles. Mas Jesus nos ensina que prostitutas, presidiários, e até outras pessoas desprezíveis fazem parte da sua busca. São até eles que entram primeiro no reino dos céus se verdadeiramente arrependerem-se os maiores pecadores recebem a maior graça! Não tem pecado pior na igreja do que fazer acepção de pessoas! Fica claro então que Jesus veio buscar e salvar o que é perdido não significa que de uma forma aleatória Jesus vai buscando qualquer coisa, qualquer pessoa que seja perdida. Não. Já vimos que Ele em toda a sua Sabedoria Divina, sabe muito bem quem ele veio buscar e salvar. Ele passou em frente de multidões de pessoas, e parou debaixo da árvore onde Zaqueu estava. Jesus buscou e salvou Zaqueu porque este era filho de Abrão. Em outras palavras, Jesus cumpriu promessas ricas e profundas da aliança. Estas promessas da aliança são o fruto de uma decisão que Deus tomou antes da fundação do mundo, com respeito a quem Ele iria escolher.
Hoje também, Jesus continua com o seu propósito de buscar e salvar o perdido. Hoje também, Jesus busca o pecador. Ele pode te enxergar com todos os seus pecados imundices. Ele te conhece por dentro e por fora. Ele fala em primeiro lugar àqueles que fazem parte do seu povo, fazem parte do pacto. Ele chama você. Ele chama você ao arrependimento, Ele chama você à salvação. Você tem se desviado do caminho? Jesus está te buscando, te chamando. Ele te salvou, ele está te salvando. Jesus está falando com você em toda pregação. Ele está assegurando a obra que Ele iniciou, Ele vai completá-la. A salvação dele não é coisa feita por homens. Ele não faz pela metade. Creia em suas promessas! Ele veio te Buscar e te Salvar!
Jesus também fala àqueles que não fazem parte do povo de Deus. Você aqui, ou você ouvindo no rádio, você que não faz parte da Igreja de Cristo, Jesus está te chamando. Sendo filho de Adão, você tinha uma relação com Deus. Mas por causa dos seus pecados e sua rebeldia, você se tornou filho da ira. Você está no caminho da perdição. Você está correndo para a destruição. Jesus te chama. Jesus te fala agora. “Eu sou o Filho do Homem” o Caminho a Verdade e a Vida Ninguém vai ao Pai a não ser por Mim. Ouça a voz de Jesus! Desce das alturas da sua rebeldia e orgulho. Se joga nos pés de Jesus! Faça isto hoje! Agora!
Jesus está falando com você agora. Está falando palavras graciosas. “Eu veio buscar e salvar pecadores perdidos como você!” Ouça a sua voz! Está chegando o dia, quando Jesus virá, e “Ele”, vai falar de uma forma muito diferente. Muito mais dura! No dia do juízo, Ele vai te chamar para fazer prestações de contas. Ele vai te chamar para o julgamento.
Um dia, Ele vai parar de falar palavras doces, palavras de graça aos pecadores. Mas hoje, ainda, é o dia de salvação! Hoje ainda, Jesus declara a todos os pecadores, “O Filho do Homem veio para buscar e salvar o perdido”

Aceite há Jesus!

Amém.

sábado, 3 de abril de 2010

Ladrão no paraíso

Como entender a promessa de Cristo ao bom ladrão expressa nas palavras hoje estarás comigo no paraíso, Lc 23:43.
Todos sabem que Jesus Cristo morreu crucificado. Muitos conhecem particularidades e minúcias da vida que viveu entre nós. Alguns até defendem teses tecendo mil comentários a respeito do fenômeno que foi Cristo. Em todos os momentos, principalmente no período da Semana Santa, a humanidade, quase por inteiro, celebra a sua morte. Encenações teatrais, filmes, reuniões, retiros, conferências enfim, os eventos mais diversos marcam a paixão, a vida, o ministério e a morte do homem que dividiu o tempo do mundo em dois tempos: antes e depois Dele. Mas, nesse momento de tanto emocionalismo, de tanta comoção, algumas perguntas necessitam ser feitas: o que o sacrifício de Jesus na cruz representa para nós? O conhecimento do gesto de Jesus na cruz traz alguma diferença no nosso dia-a-dia? A morte de Jesus nos fez pessoas diferentes ou continuamos os mesmos?
A questão vital é se tomar conhecimento de que nada do que Jesus fez foi gratuito. O menor dos seus gestos teve uma significação especial. E o evento no Monte do Calvário, com sua crucificação, morte e ressurreição, foi o fato mais extraordinário já acontecido até hoje na história do homem. Aliás, Jesus só rivaliza com ele próprio. Pois outro acontecimento que pode se ombrear em magnitude à sua morte e ressurreição é o seu nascimento, único até hoje ocorrido nas condições especiais em que ocorreu. Mas hoje o assunto é a sua morte; do nascimento de Jesus cuidaremos outro dia. O relato sobre como tudo se passou recai na leitura do livro de Lucas, capítulo 23, a partir do versículo 33. Ali, após ser crucificado, Jesus profere uma das sentenças de maior significado prático para as nossas vidas, ao dizer “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
Nunca, jamais e em nenhum outro momento da história humana alguém manteve tamanha lucidez diante de uma realidade de tanto desconforto físico e tanta dor espiritual. Rejeitado, traído, cuspido, execrado, Jesus exalou amor até os minutos finais de sua vida. A humanidade o matava, porém Ele intercedia junto ao Pai em favor dos homens. Este gesto de Cristo deve ser seguido, praticado em todos os momentos de nossa vida. Afinal, se não perdoarmos a quem nos magoa, terminamos por transformar em acontecimento inútil o sacrifício de Jesus na cruz. Esta é, portanto, a primeira mensagem que Jesus nos envia da cruz – daqueles dias até os dias de hoje: o perdoar em qualquer circunstância. Pelo seu gesto, o perdão é uma condicionante fundamental para um viver cristão, para todos aqueles que se dizem seguidores de suas idéias e detentores de seu legado espiritual. Passemos agora ao versículo 46, do mesmo capítulo 33 de Lucas. Ainda na cruz, já exalando seus últimos minutos de vida, Jesus faz uma confissão surpreendente naquelas circunstâncias de fidelidade incondicional ao Pai, dizendo: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. O que é o espírito? A vida, a nossa essência, o nosso eu. Com a sua exclamação, Jesus queria dizer que o seu espírito, a sua essência Ele só entregaria ao Pai e a mais ninguém. O que isso significa? Comunhão total, absoluta com Deus, apesar do extremo sofrimento que estava enfrentando. Com seu gesto, Jesus nos remete à segunda mensagem da cruz: mantermos a comunhão com Deus em qualquer situação, mesmo nos momentos mais dolorosos. Será que é fácil? Não, não é. Daí a necessidade de não apagarmos da mente o cenário da cruz, local onde Jesus praticou comunhão e fidelidade a Deus em condições extremamente adversas.
Ao lado de Jesus dois homens também foram crucificados, conforme o mesmo Lucas capítulo 33, versículo 43. Numa delas, um homem ruma para a morte. De repente, de forma surpreendente, se volta para Jesus: “Mestre, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. Momento terrível para ele descobrir que Jesus era mestre, um título nobilíssimo naquele tempo, e proprietário de um reino. Noutra cruz, o Filho de Deus, também nas piores condições físicas, se volta para ele: “Filho, ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Estranho momento para chamar um marginal de filho e lhe garantir a salvação, não é verdade? Aí está, então, a terceira mensagem da cruz: ao nos voltarmos para Jesus – seja qual for a circunstância Ele nos garante a salvação, a morada com Ele no paraíso! Portanto, sem a aceitação e vivência dessas três mensagens, de que serve, para nós, o sacrifício de Jesus? Perdão, comunhão e salvação a verdadeira essência da cruz vamos vivê-la?
Então podemos afirmar que Jesus Cristo estava em um corpo carnal, mesmo assim nunca cometerá erro algum. Lembre-se que ao seu lado estavam dois criminosos e um deles lançava sobre Jesus insultos e outro criminoso o repreendeu, dizendo “Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença, observem isso ele tem a consciência de que estão sendo punidos com justiça por terem errado, mais pense nisso que mal cometeu Jesus para merecer tamanha punição. Ao qual sua punição naquela época era de um crime hediondo e a forma de morrer era a Crucificação. Mas em seu ultimo gesto de amor e perdão disse ao criminoso que se arrependeu verdadeiramente ainda hoje estará comigo no paraíso.


Você já se arrependeu verdadeiramente?